sábado, 1 de dezembro de 2012

Parque Estadual da Serra de Boa Esperança - MG

 
PARQUE ESTADUAL DA SERRA DE BOA ESPERANÇA - MG
 
 
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

A Serra da Boa Esperança é uma cadeia montanhosa localizada no centro-sul do estado de Minas Gerais, nos municípios de Boa Esperança, Cristais,Carmo do Rio Claro, Ilicínea, Guapé e Piumhi, entre outras. Está a cerca de 280 quilômetros de distância da capital mineira, Belo Horizonte e a cerca de 380 km de São Paulo.
 
HISTÓRIA:
 
Suas referências em documentos históricos são antigas e abundantes. A famosa carta do Alferes Moreira, de 1732, hoje em Évora, narra a viagem desse aventureiro que se perdeu na busca do "Morro" das Esperanças. É também a quadrilheira, na verdade cordilheira das Esperanças descrita em dezenas de documentos dos aventureiros paulistas no ir e vir de São Paulo a Pitangui, quando atravessavam o rio Grande nas itaipavas da Serra das Esperanças. Por fim, é o ponto que marca onde ficava a Primeira Povoação, ou Primeiro Quilombo do Ambrósio e seus quilombos tributários, atuais municípios de Cristais, Guapé, Aguanil, Piumhi, Formiga, etc., desde os idos de 1725, mais ou menos. Como se vê além de sua beleza imensa, tem muita história esta serra que atravessa o rio Grande, num semibumerangue de sul para norte, como pode ser vista no famoso mapa da Confederação Quilombola chamada no geral de Quilombo do Campo Grande, desenhado a mando do capitão Antônio Francisco França por volta de 1763.
 
PARQUE:
 
O Parque Estadual da Serra da Boa Esperança é um parque brasileiro, criado a 16 de maio de 2007, pelo decreto 44.520, com uma área de 5.873,9960 hectares, protegidos pelo Instituto Estadual de Florestas.

 
COMO CHEGAR EM BOA ESPERANÇA
 
A cidade de Boa esperança fica localizada no sul de Minas Gerais, à 380 km de São Paulo (saindo por Atibaia),  70 km de Alfenas e à 63 de Varginha.

 
ENTRADA DO PARQUE
 
A entrada principal do parque é pela BR 369, saído de Boa Esperança, com direção à Campo Belo, fica aproximadamente 3 km do trevo principal da cidade, seguir na BR até encontrar placa indicando “Entrada do Parque Estadual da Serra de Boa Esperança” , ou avistar placa gigante do restaurante 3 irmãs que possui na pista, a entrada fica do lado esquerdo.
 
 
 
DIÁRIO DO CASAL
 
DIA 1 – Terça Feira 13 de novembro 2012
Nossa aventura começou no dia 13 de novembro de 2012 rumo ao Parque Estadual da Serra de Boa Esperança na cidade de Boa Esperança, sul de Minas Gerais, saindo de São Sebastião do Paraíso MG. Equipamentos prontos, mochilas carregadas, café tomado, saímos às 08hs somente com o material, sem roteiro nenhum, sabíamos apenas onde era a entrada do parque, pois procuramos informações na internet e não possui quase nenhuma, sabíamos pouco e que tentaríamos deixar o carro no restaurante 3 irmãs. Após atravessarmos a ponte em Carmo do Rio Claro, desviamos do caminho principal e andamos cerca de 40 km em uma estrada de Terra, estava caindo o maior Toró... Meu marido estava preocupadíssimo com nosso destino, e eu cantando Raul ao vivo, pois o som do carro estragou... chegamos à Boa Esperança às 10:30 e paramos para fotos no trevo da cidade,
 
 
 
rumamos ao “Parque estadual da Serra de Boa Esperança” e descobrimos que não existe portaria, informações, nada, somente a entrada principal. Chegamos ao Restaurante 3 irmãs e fomos recebidos pela caseira, estava fechado, funciona apenas finais de semana, a mesma não soube dar nenhuma informação e ficou receosa de deixarmos o carro ali sem antes falar com a dona, voltamos e seguimos até o “Solar dos Anjos”, um recanto sobre a Serra que tem estilosos chalés, e um espaço requintado e confortável, ao mesmo tempo compatível com a simplicidade do interior de Minas Gerais, ali, é possível locar chalé mobiliado,  com cozinha completa, mas como mochileiro não tem grana para essas mordomias, pedimos informação para o caseiro, José Milton, pessoa maravilhosa de uma simplicidade sem tamanho que nos ajudou deveras nessa aventura, seu primeiro olhar foi de espanto, pois caia uma chuva torrencial! Ele nos informou o pouco que sabia, e disse que subindo a serra iríamos chegar a um mirante descampado, que possuía condições de camping, porém sem água, sugeriu que fossemos de carro, e ofereceu um galão de 20 litros com água direto da nascente emprestado até o dia seguinte, decidimos então subir com o carro, pois nosso equipamento não agüentaria toda aquela água e com o carro poderíamos cobrir a barraca com uma lona gigante que levamos para emergências, já que estávamos equipados com material para trekking e camping  comum (mesas, cadeiras, botijão médio etc.). Saímos e seguimos a estrada, uma subida rigorosa, cheia de pedras e pequenos cânions formados pela chuva, e nós em um Pálio 1.0 hehehe. Chegamos ao topo e deparamos com um visual incrível, de um lado o lago de furnas que contorna a cidade de Boa Esperança, de outro o Rio Grande, é possível visualizar dali as cidades de Campo Belo, Candeiras e Santana do Jacaré, do outro lado vimos Boa Esperança, Coqueiral, Campos Gerais, Campo do Meio, Campo Belo e Ilicínea. Esperamos a chuva baixar um pouco e montamos a barraca,
 
 
 
 
jogamos a lona e como ventava muito, espalhamos várias pedras  em volta, fartas na região, o que dificultou a colocar as estacas, pois o terreno era todo cascalhado. Às 13:30 São Pedro deu uma trégua e saímos do carro para lanchar e contemplar mais de perto o visual do mirante, tinha preparado um super quite vegetariano, com lanche natural, maça e chocolate, abastecidos, colocamos água e kit primeiros socorros na mochila e seguimos para explorar a região, continuava nublado, mas sem chuva.
 
 
 
 
Caminhamos cerca de 2horas e 30h e chegamos a uma pequena cascata, que seguia rumo à mata fechada, tomamos uma ducha gelada, fizemos umas fotos, mas não arriscamos seguir em frente, pois não havia sinal de trilha, e a mata estava muito fechada,
 
 
 
voltamos e fizemos o caminho inverso da serra, contemplando o visual anterior à base do nosso acampamento, fomos surpreendidos por uma forte neblina fria que vinha com muita velocidade,
 
 
 
apertamos o passo e chegamos a tempo de nos abrigar de mais uma tempestade, foram 3 horas de muita água, raios e trovões, saímos da barraca e ficamos um tempo no carro devido à quantidade de raios que caía. Por volta de 20hs a chuva passou e saímos, ligamos o lampião e fiz um macarrão instantâneo para aquecer, Ricardo começou a tocar violão, e logo na segunda música, novas gotas de água caíram do céu, antes que aumentassem, guardamos tudo no carro e fomos nos abrigar na barraca, foi um momento especial, tivemos um diálogo incrível e muito fortalecedor, o tempo passou rápido e logo adormecemos. Choveu a noite toda, muita água...




DIA 2 - Quarta Feira 14 de novembro 2012

Após uma noite mal dormida por mim e bem dormida pelo Ricardo, acordamos por volta das 8hs, e o tempo estava nublado, sem chuva, fiz um café reforçado e tomamos contemplando o visual incrível à nossa frente estava muito frio e ventava muito. Logo após, desmontamos o acampamento e preparamos as cargueiras, pois o plano era deixar o carro no Solar dos Anjos e sair caminhando rumo à Cachoeira Santa Luzia 1 (+ou- 8km), na volta achamos um caminho que levou ao “Pico do Alvinho” (enfim uma placa) , resolvemos espiar e descobrimos mais uma vista fantástica da Serra, ali tem um local que é usado para vôos livres, fizemos umas fotos 



 
 na volta (dessa vez com o Ricardo no volante) seguimos a estrada, falei que não me lembrava daquele caminho, mas ele insistiu que não havia outro, começamos a descer e deparamos um uma estrada totalmente destruída, Ricardo parou o carro e desceu para analisar, eu, como tenho um espírito mais aventureiro, logo assumi o volante e desci um caminho difícil até para um Jipe, crente que logo após chegaríamos ao Solar dos Anjos, quando descobrimos que a estrada estava errada, nosso carro já estava no final de uma ladeira de 100 metros e impossibilitado de ir para frente ou para trás... um sentimento de desespero bateu, Ricardo achou que teríamos que mandar fazer um concreto naquele caminho pois nem trator desceria ali, e não sei como conseguimos virar o carro, a estrada estava extremamente escorregadia e cheia de cânions e buracos gigantes, só depois é que vi onde fui descer e nem eu acreditei que consegui tal façanha. Ricardo, mais racional logo sugeriu que fossemos buscar ajuda, eu, achando que poderia resolver todos os problemas, comecei a cortar mato e colocar pedra nos principais buracos, crente que com um bom arranco inicial tiraria nosso carro dali, Ricardo concordou e tivemos um trabalhão danado, em vão claro, nem sair do local consegui, era pura argila... depois de 3 ou 4 tentativas, tive que ceder e procurar ajuda, subimos e voltamos ao local do acampamento para ter um referencial de qual estrada pegar, escolhi a que julguei estar certa e caminhamos 30 minutos para descobrir que estava errada, mas 30 de volta, chegamos ao ponto de partida e dessa vez só sobrou uma estrada, a correta.



Enfim chegamos no Solar dos Anjos, reencontramos o Senhor José Milton, que nos informou que logo a dona dos chalés estaria chegando da cidade com a camionete, esperamos uns 30 minutos, falamos com Siomara  e chegamos a conclusão que a camionete não tiraria o carro daquele local, ela nos levou à um sítio e conseguimos um trator, voltamos ao local e fiquei no Solar com a esposa do senhor José Milton que estava passando mal, Ricardo foi com o tratorista retirar nosso carro... 2 horas depois meu marido chega buzinando, todo feliz, nem acreditei que o carro estava ali, que felicidade, pagamos o “Guincho” e Ricardo percebeu que havia esquecido sua mochila de ataque no barranco, com pochete, dinheiro, máquina fotográfica.... ele me disse que ficou tão feliz por ter tirado o carro, que o sufoco foi tamanho que ele só queria sair dali, deixamos o carro (claro) e caminhamos 1 hora para pegar a mochila, 16:30 retornamos ao Solar e tomamos um merecido lanche...



 o que fazer agora, o dia tinha ido todo embora, conversamos com Sr José Milton que garantiu que a estrada para as cachoeiras estava boa, entramos no carro e as 17:30 chegamos em no “Bar e Restaurante da Serra” que pertence ao Sr Dirlei, ele nos disse que a estrada estava boa, mas nos ofereceu o sítio para montarmos acampamento e que não estaria ali no feriado, ofereceu inclusive para colocarmos a barraca dentro do restaurante, pois o tempo não estava bom, cansados, exaustos, aceitamos, montamos acampamento sob um teto e tivemos à nossa disposição várias mesas com bancos de madeira, e até um banheiro... tomamos banho no riacho que passa à 10 metros do restaurante e voltei para fazer nosso jantar, 


 


comemos e passamos o entardecer ao som de violão do meu músico predileto, com direito a ver um objeto não identificado no céu de Boa Esperança, será?!



DIA 3 - Quinta Feira 15 de novembro 2012

Noite bem dormida, acordamos as 8 hs, preparei um café, e decidimos percorrer a trilha somente com o essencial e deixamos o acampamento base montado e seguro sob um teto, pois choveu bastante à noite e o tempo estava nublado. Saímos as 8:40 munidos de lanche, água e capa de chuva, uma cachorrinha do sítio resolveu ser nossa guia e nos acompanhou todo percurso. 
 

Caminhamos 1 hora e chegamos na Cachoeira Santa Luzia 1, estava vazia (pois ela é a mais freqüentada pelos locais), muito linda, cheia de piscinas transparentes e um fluxo intenso de água, visual magnífico que nos rendeu lindas fotografias,



 chegamos até a Santa Luzia 2, igualmente linda, com caminho mais difícil, voltamos e ficamos aproveitando a piscina gelada, 


meditei, agradeci ao senhor supremo as maravilhas que contemplávamos e após 2 hs voltamos a caminhar, agora sem placas, utilizamos o péssimo mapa do parque que conseguimos na internet e rumamos à região do Cava, que indicava duas cachoeiras, caminhamos 1 hora e meia em um caminho cheio de pedras, agora o sol havia se firmado,e fazia um calor insuportável, descida longa e interminável (eu só pensava na volta, em subir tudo aquilo cansada hehehe) encontramos uma fazenda, paramos para pedir informação e conversamos com o Sr José Mutreta, ele permitiu que passássemos pelas suas terras, pois era possível diminuir 2 km de caminhada, ofereceu jabuticaba, claro que aceitei, e mostrou o caminho, que iniciou passando por um curso de água e subida interminável em um morro cheio de pés de café, e o calor derretendo nossos corpos... 

 

 
final do morro começamos a descer e encontramos uma cerca, haviam no outro lado, o Senhor João Batista com filho arando a terra, como de costume naquela região, ele se mostrou muito atencioso e nos mostrou o caminho, logo avistei a queda da cachoeira do cava, muito linda, descemos e fomos surpreendidos com uma trilha entre pedras e água, um caminho lindo mais difícil, após quase 1 hora, o esforço foi compensado, pois estávamos diante um queda linda de aproximadamente 30 metros, formando uma linda piscina de águas claras, tomei um super banho gelado e lanchamos.


 
 Como já estava tarde, não passamos na segunda cachoeira, voltamos pelo mesmo caminho, e claro, dei uma paradinha no sítio do Sr Mutreta para chupar Jabuticaba, deliciosas... chegamos na base do acampamento 19hs, tomamos logo um belo banho no riacho e fiz um jantar vegetariano delicioso, não sobrou nada. Esta noite não teve violão, pois pelos cálculos caminhamos cerca de 24 km no total, estávamos muito cansados, ficamos conversando até escurecer completamente, curtindo o clima de romance, logo fomos dormir e durante a noite ouvia o barulho do vento e da leve chuva que caia.

 
DIA 4 - Sexta Feira 16 de novembro 2012

Noite mal dormida, acordei de TPM, e por mais improvável que seja, percebi que teríamos que ir à cidade comprar equipamentos femininos, pois eu não havia trazido, já que a previsão não indicava vazamentos naqueles dias... tomamos café da manhã e as 9hs saímos rumo a cidade de Boa Esperança, no caminho nos demos conta da distancia que estávamos e o quanto é longa a descida da serra, forçamos muito o carro e logo no final, sentimos um cheiro forte de queimado, paramos o carro para ver o que era, ficamos aliviados de saber que não era no motor, e sim o disco de freio dianteiro esquerdo, Ricardo ficou preocupadíssimo, com uma cara terrível, tão feia quanto o tempo nublado e frio que fazia no momento, chegamos à cidade, comprei minhas provisões, fomos à internet verificar a previsão do tempo, que não era nada animadora, chuva à tarde e à noite durante todo final de semana. Saímos e pegamos informação da mecânica mais próxima, chegamos e conversamos com o responsável que saía para almoço, ele deu uma volta no carro e disse que estava tudo bem com os freios, que poderíamos pensar em trocar o disco de freio, mas nada de emergência, que a descida da Serra é puxada mesmo e como não estava novo, o disco forçou e causou a fumaça, despreocupado, Ricardo melhorou a cara fechada e fomos carregar o celular para ligar para o Luíz Fotógrafo, ele faz fotos da Serra há 10 ano e conhece toda a região, pois queríamos ir na “Região do Inferno”, que indicava 4 cachoeiras no mapa, como era muito longe de onde estávamos, necessitávamos ir de carro e queríamos saber da estrada para não sofrer com imprevistos. Na farmácia que coloquei crédito, papeando com o atendente, descobri que estávamos bem próximos da casa do Luíz, ele nos explicou o caminho e resolvemos dar uma passadinha por lá. Fomos recebidos pela esposa do fotógrafo, e logo Luíz chegou, pessoa super simpática que nos deu valiosas dicas sobre o parque (deveríamos ter ido falar com ele logo na chegada hehehe),


 ele sugeriu que fossemos pelo asfalto de Ilicínea e seguirmos placa que indicava cachoeira do buracão, que a estrada estava boa e tinha várias placas. Voltamos ao parque, já era 15 horas quando saímos para nosso passeio do dia, resolvemos fazer uma trilha aquática com início no córrego próximo ao nosso acampamento, sabíamos que ele levaria até a cachoeira do Paraíso. Caminhamos 2 horas e o Ricardo já estava aflito, pois não  chegávamos em lugar nenhum



 em uma caminho difícil, com lagos profundos e totalmente fechado, não havia nenhum caminho nas margens,



 quando achamos uma abertura, saímos em busca de informação, mas encontramos um sítio abandonado e outro fechado, vimos um imagem de “Nossa Senhora” e logo saímos na estrada, caminhamos de volta e percebemos que estávamos à 10 minutos do acampamento, surpreendidos, pois parecia que havíamos caminhados quilômetros dentro da água. Chegamos às 18 horas, tomamos um banho e fiz um capelete para o jantar, o Ricardo quase morreu de comer e eu de rir, após tudo organizado, fizemos um som de violão, fomos surpreendidos pela chegada de uma camionete e reconheci  Siomara, dona do Solar, ela estava com o esposo Jorge, ficamos conversando bastante tempo, pois eles querem ir ao Chile e passei várias dicas, que me renderam um final de semana grátis no “Solar dos Anjos” e me comprometi em enviar um roteiro personalizado e com todas as dicas para os dois. Escureceu muito rápido e como íamos sair bem cedo no dia seguinte, decidimos organizar tudo e ir dormir, o Ricardo como sempre fechou os olhos e apagou, eu estava elétrica e sai para ir ao banheiro, percebi que haviam muitas estrelas no céu, foi o primeiro dia em que o tempo abriu durante a noite, peguei o binóculo e fiquei observando o universo durante longo tempo...



DIA 5 – Sábado 17 de novembro 2012

O celular despertou às 5:40 da manhã, apesar de ainda estar escuro, vislumbramos um céu aberto e ainda coberto com estrelas, fiz um café reforçado e preparei a mochila com água, isotônico, chocolate e frutas, 6:30 saímos rumo ao “Pico do Branquinho” local indicado pelo Luiz que garantiu ser a melhor vista da Serra, seriam 7 km de subida até o início do Pico, saímos e nossa guia a cachorrinha Veneza foi atrás... 



ficamos felizes, pois ela alertaria presença de cobras, muito comuns naquela região. Iniciamos a trilha por um caminho íngreme e bastante escorregadio, logo fomos contemplados com as primeiras vistas e o sol brilhado firme no céu, o primeiro dia de tempo aberto.



 O caminho é lindo, tem um desvio que leva até a cachoeira do Paraíso, mas decidimos não ir, após 3 horas e meia de caminhada e muitas fotos, chegamos a um desvio que nos levou a observar a mais linda paisagem do Parque, ficamos próximos à um Cânion, 


apreciando as pinceladas perfeitas de Deus, 


e contemplando a companhia um do outro, foi maravilhoso, agradecemos ao Senhor Supremo todas as dádivas concedidas naquela viagem e todas a pessoas boas que conhecemos e nos ajudaram nesses dias.


Decidimos voltar e almoçar no Restaurante das 3 Irmãs, onde ficaríamos explorando as cachoeiras próximas ao restaurante, chegamos por volta das 13:30 e como estava lotado nosso almoço demorou um pouco a chegar, mas valeu a espera, um  comercial com uma super porção de salada, Batata frita, arroz e feijão, foi hilário ver o Ricardo comer, parecia que não comia há séculos, fiquei até envergonhada, rs, comemos quase tudo... após, a proprietária do restaurante, que não conseguimos encontrar no primeiro dia, foi falar conosco, super simpática, Lúcia, conversamos bastante, ela como todos proprietários de terras da região mostrou sua insatisfação com o IEF – (Instituto Estadual de Florestas) que desapropriou grande parte de suas terras e de muitos da região para criação do Parque em 2007 e não pagou a indenização e nem investiu no parque até o momento, ela nos informou que a cachoeira que estava próxima à seu restaurante havia como vizinha uma onça pintada que já matou vários animais e cachorros próximo à sua margem, e nos instruiu a não ir, resolvemos voltar para o camping e juntar nosso equipamento para antecipar nossa ida a região do inferno, pois o movimento de carros no trecho aumentou muito naquele dia, devido ao tempo aberto, os moradores da cidade infestaram a cachoeira Santa Luzia, com seus carros tocando músicas ruins, muita cerveja e churrasco... tudo que não gostamos. Como estava tudo dentro do carro, era só desmontar a barraca, enquanto o Ricardo foi encher os cantis, comecei a desmontar a barraca e o elástico que prende a armação arrebentou, não conseguimos consertar, então demos por encerrada nossa jornada e voltamos à cidade de São Sebastião do Paraíso, cheios de informações, novas amizades e preparados para voltar ao Parque, para conhecer os belos locais que não tivemos tempo de ir, agora com reserva garantida no “Solar dos Anjos”, mochileiro também merece um conforto ocasional!!!!




SUGESTÃO DE ROTEIRO

Como o parque possui uma infinidade de trilhas e cachoeiras, vou fazer um roteiro de 5 dias utilizando uma base para acampamento, caso queiram fazer treking e acampar no caminho, sugiro deixar o carro no restaurante 3 irmãs, não se esquecendo que o restaurante funciona, quartas, sábados e domingos, almoce e peça para deixar o carro, a dona do local, Lúcia é bem bacana e não irá negar este favor.

Dia 1- Chegada no Parque +ou-  12hs mirante Solar dos Anjos e arredores

Programe-se para chegar no máximo 12hs no Parque, entre e siga as placas indicando “Solar dos Anjos”, se a porteira tiver fechada na entrada da Pousada, verifique se está trancado, se não tiver pode entrar sem medo, se tiver buzine ou ligue 35-    peça para o caseiro abrir, se apresentem e peça para ele indicar a subida ao mirante, suba de carro e monte acampamento logo na entrada, próximo à estrada. Leve um garrafão de 20 litros para pegar água para o banho, jantar e louça. Monte acampamento e siga na direção norte, desça uma trilha de moto, ela irá levar até a cascata, se desejar seguir adiante, vá pela água. Volte na direção oposta do mirante até o acampamento.

Dia 2- Cachoeira Santa Luzia e do Cava.

 Seguir até a cachoeira Santa Luzia 1, tem placa até lá, chega bem de carro, com obstáculo somente um riacho próximo ao “Bar e Restaurante da Serra”, que é necessário passar pela água e possui alguns buracos, é só ter cuidado. Deixar o carro próximo à um cafezal que tem chegando na cachoeira, se a estrada tiver boa, seguir até um local aberto e montar acampamento junto ao carro (fica 10 metros da água), se a estrada tiver ruim, deixe o carro ali e vá explorar as cachoeiras pela manhã, seguindo a trilha da Santa Luzia 2 (por cima) vc cegará até Santa Luzia 3, dá para fazer tudo pela manhã, Sem pressa. À tarde, vá caminhando até cachoeira da cava (ou do peroba, como conhecem na região), é necessário voltar até o mata burro e seguir placa da região da cava, no final da descida, vc irá encontrar um sítio, peça informação e corte caminho, vá até a cachoeira e visite a segunda cachoeira também, tempo de volta até o acampamento + ou – 2 horas.

DIA 3- Pico Branquinho, cachoeira Paraíso

Acorde bem cedo, desmonte acampamento e volte até o “Bar e restaurante da Serra” Fale com o Dirley antes e peça permissão para montar acampamento no sítio dele, o ideal é falar um dia antes, pois vc chega cedo e deixa o carro ali, volte pelo mesmo caminho da cachoeira e siga placa indicando pico do Branquinho (bom fazer subida bem cedo), se preferir colocar cargueira nas costa e acampar no morro, lembre-se que em cima não tem água. Suba e após passar por uma casa abandonada, volte e continue na estrada principal por 30 minutos, dali vc irá ver uma estrada à direita, que não é a principal, siga e vá até onde quiser, por uma trilha feita de moto, passe um tempo contemplando o visual maravilhoso do local, volte pelo mesmo caminho e após passar próxima a casa abandonada, desça + ou – 40 minutos até ver uma entrada a esquerda, siga até encontrar cachoeira Paraíso, desça e faça uma pequena trilha aquática até o sítio que possui uma imagem de Nossa Senhora, dali, pegue a estrada e volte até o carro, monte acampamento.

OBS:  Como não fiz esse roteiro, fale antes com o Dirley e se informe corretamente se é possível fazê-lo em 1 dia, e os caminhos corretamente.

DIA 4- Região do Inferno

Sai cedo e volte para BR369, volte até o trevo e siga placa de Ilicínea, são aproximadamente 40 km, na primeira estrada de terra chegando na cidade, vc irá ver uma placa indicando cachoeira do buracão, siga nela até chegar em um entroncamento, vc terá 3 opções, esquerda Guapé, Direita Cachoeira Buracão, e seguir em frente, siga em frente para contemplar uma bela vista, seguindo sempre à esquerda, margeando uma plantação  de eucalipto, siga até uma igrejinha, contemple o visual e volte pela mesma estrada, até o cruzamento, siga agora a placa indicando a cachoeira do buracão, pare no caminho e peça informação aos locais sobre local para acampamento, monte acampamento e explore a região, dependendo do horário que chegar vc poderá ir até a cachoeira do inferno.

DIA 5- Região do Inferno

Explorar a região conforme informações dos locais, possui 4 cachoeiras nesta região. Retorno após as 15hs para cidade de origem.

OBS: Não conhecemos a região do Inferno, somente o caminho, portanto se informem quando chegarem por lá.



DICAS DO PARQUE

O Parque não possui portaria, somente entrada principal, que leva ao restaurante 3 irmãs e Solar dos Anjos, as estradas são péssimas e dias de chuva forte, fica impossível chegar ao parque, não possui sinalização, placas, etc., só é possível conseguir informações pedindo aos moradores. É possível acampar em vários locais, sem pagamento de taxas, ou no sítio de alguém, é só pedir e dar uma gorjeta. Existe uma mapa na internet, que usamos, porém ele é muito mal feito, não tem distancia, e não se engane quando ver que um número está próximo de outro, algumas distâncias são enormes, você pode imprimir e levá-lo como guia para ter noção de onde está e para onde vai, caso não tenha um GPS como nós. Na Serra faz frio à noite, leve um bom casado e gorro,mesmo no calor, e se for acampar em mirantes, pode levar luvas, e um bom saco de dormir, pois venta e a  noite é bem fria. No parque existem alguns locais que possuem cobra cascavel, lobo guará e onça pintada, caminhada em local fechado somente com caneleira, ou bota longa, informar-se com moradores onde estão onças e evitar montar acampamento nesses locais. Quem puder, pode também alugar um chalé no Solar dos Anjos e trilhar os arredores, lugar espetacular. Não deixe de almoçar no restaurante 3 irmãs, o comercial é a opção mais barata, é muito bem servido, para quem come carne, pode escolher entre peixe e bife, estava 18.90 em novembro.



3 comentários:

Ricardo Inez Filho disse...

Com certeza este Blog vai ajudar muita gente! Parabéns pela iniciativa!

Mauricio Mello disse...

Parabéns pelo blog e pelas fotos!!

Eliza Inez disse...

Obrigada Mauricio