sábado, 11 de maio de 2013

NEVADOS DE CHILLAN & LAGOA HUELMUL


NEVADOS DE CHILLÁN, SUBIDA AO VULCÃO E LAGOA HUELMUL

O complexo turístico de Termas de Chillán é singular. Encravado em um belo trecho da cordilheira dos Andes, 1.650 m acima do nível do mar, suas 28 pistas descem pela encosta de um vulcão, que tem cerca de 2.600 m de altitude. Tudo emoldurado por bosques preservados, paisagem difícil de esquecer, principalmente em uma manhã de céu azul com o sol refletindo nas árvores encobertas após uma noite de nevasca. A cidade fica à 500 km de Santiago, ao sul do Chile, na região da Patagônia Norte. 

Estar no Sul do Chile próximo ao inverno é como estar em uma geladeira que alterna períodos de temperaturas baixas e muuuutio baixas, o frio por aqui é intenso, e estamos próximos do inverno. Durante o período que estivemos aqui as temperaturas oscilaram entre -5° e 16°, nevou nas montanhas acima de nós e no vulcão, choveu bastante e quando chovia, o frio aumentava mais ainda.



 O frio aqui também é diferente de Catemu, não sei explicar, mas em Catemu pela manhã estava muito gelado e seco, aqui faz muito frio, mas um frio úmido, diferente... Como estávamos em um hotel não sentíamos tanto o frio, porque dentro da casa havia calafetação por estufa à lenha, uma espécie de lareira, só que fechada com vidro, é muito quente e não faz fumaça, então, nos momentos mais frios que eram depois das 18horas, Ricardo ascendia a estufa e ficamos fechados nos protegendo do frio, porque fora da casa era impossível. Água quase não bebíamos, mas em compensação, chá o dia todo
As roupas essas sim eram problemas, em Catemu lavávamos a roupa íntima às 15hs e às 17hs já estava seco, aqui demoram dois dias para secar a roupa e só depois de ter deixado esses dois dias no sol, e ter queimado a roupa colocando em cima da estufa é que descobrimos que teríamos que estender em um varal acima da estufa... ai sim, foi secou mais rápido.
Os primeiros dias aqui passaram muito rápidos, Siam nos mostrou o que queria que fizéssemos e seguimos o cronograma que ele montou, ajudamos à colocar luminárias na entrada do hotel, eu pintei e Ricardo fez o restante hehehe. Fiquei bastante tempo na cozinha, e adorei, logo conquistei uma fã, Mariana que sempre estava me ajudando adorou o modo como cozinho e gamou nas minhas preparações vegetarianas, ficou me perguntando várias coisas e me espiando cozinhar... durante o tempo que ficávamos juntas, conversávamos de muitas coisas e logo ficamos amigas, gostei muito de Mariana e ela de mim. Na sexta feira ela foi à Chillán com Siam e quando chegaram eu havia preparado uma mesa com tacos, guacamole e hómus em sua homenagem, ela ficou tão feliz que me deu um super abraço... depois me deu duas barras de chocolate que havia comprado para mim, delicioso... Falei no relato de Catemu que gostaria de falar de um grande amigo que fizemos nos próximos lugares que iríamos passar, e Mariana foi uma grande amiga que fiz em Chillán.



 No final de semana houve um curso no hotel, sobre Constelações familiares e vieram 5 pessoas para participar, 3 de Santiago, uma de Concepcion e uma de Chillán, Siam pediu para eu cuidar do cardápio e da alimentação, montei o menu e cozinhei durante o final de semana, Ricardo foi meu assistente e me ajudou muito. O pessoal adorou minha comida... aqui no Chile o costume durante as refeições é diferente, os pratos são montados e servimos pronto para as pessoas e raramente repetem, o que não aconteceu este final de semana, quase todos comeram duas vezes... Mariana que já era minha fã, quando entrou na cozinha e viu o pão integral que eu havia feito imediatamente me disse: Eliza, você bem que poderia ir ao México dar um curso de cozinha vegetariana... Eu respondi, como assim??!!! Ela me disse que tem muitos contatos e que conseguiria organizar cursos em 3 cidades e com o dinheiro eu pagaria as passagens e ofereceu para ficar em sua casa e me consegue hospedagem nas outras cidades... fiquei muito feliz e disse que iria pensar seriamente na proposta.

Cardápio
Sábado:
 café da manhã
Chapati, manteiga, geléia de franboesa, hómus e abacate, salada de frutas com aveia, Café e Chá.

Almoço
Feijoada vegetariana
Arroz integral
Salada de alface e vinagrete de cebola e pimenta
Pão integral

Jantar
Sopa de lentilha
Pão integral e chapati
Creme de alho e abacate

Domingo

Café da manhã
Pão integral, salada de frutas, yogurt, aveia, mel, geléia de framboesa, hómus, manteiga, abacate, chá, leite e café
Almoço
Macarrão alho e óleo
Guisado de legumes (cenoura, abobrinha, pimentão e brócolis) com carne de soja
Bolo de chocolate com cobertura de trufa e geléia de framboesa




O curso passou super bem e Ricardo e eu fizemos uma boa dupla, conseguimos preparar tudo e servir impecavelmente. No domingo (28/04) às 18hs todos foram embora e ficamos sozinhos no hotel, Siam iria viajar ao México para ministrar cursos e volta somente dia 12 de maio, ficamos encarregados de cuidar do local nesses dias... ficamos felizes pela confiança depositada em nós e ao mesmo tempo surpresos, pois ele nem pediu nossos passaportes ou documento, simplesmente deixou as chaves e agradeceu imensamente estarmos cuidado daqui para ele...



Os dias seguintes foram ficando cada vez mais gelados, e nossa rotina estava parecida com a de nossa casa, acordávamos e fazia o café, Ricardo me ajudava a limpar e íamos trabalhar, Ricardo trabalhou bastante com a lenha e eu organizei a casa, logo estava preparando nosso almoço e no período da tarde descansávamos, alternávamos nossa rotina com leitura, jogos, violão, música, ou simplesmente ficar abraçados curtindo o visual, no terraço é possível observar o vulcão nevados de Chillán.





 No salão de meditação, que é imenso, fazíamos yoga em dias alternados, sugestão de Ricardo que está mandando muito bem como professor...



O nosso primeiro dia de folga, marcamos de fazer um trekking à “Laguna Huemul”  acordamos bem cedo e São Pedro não foi camarada com a gente, choveu o dia todo e fez um frio de trincar. Tivemos que aproveitar o dia de outra maneira, que também estava igualmente boa, ficamos grudados o dia todo, assistimos filme, e aproveitamos muito a companhia um do outro.
Os próximos 3 dias choveram muito, tanto que formou uma cachoeira na montanha à frente



 e a temperatura despencou ainda mais. Não havia muito o que fazer: Lareira, chocolate quente, joguinho de baralho, filmes, ficar grudados para aquecer... hehehe




No sábado dia 04 acordei às 8:20 e fui ver como estava o tempo, Ricardo já estava acordado com o computador nas mãos, dei bom dia e abri a porta, fui agraciada com um lindo sol, o céu estava limpo e tudo aberto... Fiquei tão feliz que saí dando pulos, arrumamos tudo e subimos para tomar café, estava marcando 5° no termômetro da sala, e eu nem tava sentindo frio, preparamos o café e às 9:15 saímos em nosso primeiro trekking rumo à “Laguna ”Huemul”.  Seguimos o caminho e ficávamos admirados à cada passo, a trilha é muito linda, cheia de árvores nativas e montanhas por todo lado, após 1 hora de caminhada nos deparamos com um caminho rodeado de pedras vulcânicas gigantes, ficamos ainda mais deslumbrados e no fundo estava o vulcão nevados de Chillán, com muito mais neve, esses 3 dias de chuva produziram uma boa nevasca nesta região.



 Continuamos caminhando e alguns minutos depois disse para Ricardo que queria subir as pedras vulcânicas para tirar fotografias, ele disse que o sol estava batendo e relutou, mas como estava com instinto bem forte segui e pedi para ele me esperar, ele foi junto, caminhamos durante 15 minutos entre pedras e um pequeno Riacho que vinha das montanhas, Ricardo queria voltar; mas conversamos e  decidimos seguir em frente até o vulcão, coloquei em minha cabeça que queria chegar na neve, aparentemente estávamos bem perto do vulcão então segui a todo vapor... sem saber ao certo onde estávamos indo, somente seguimos...
Meia hora depois encontramos umas marcas no caminho, feitas de sacolas plásticas e pedras sobrepostas, marquei a trilha também, porque teríamos mais segurança para voltar e nos sentimos mais seguros também, porque agora sabíamos que estávamos percorrendo uma trilha.
O caminho foi ficando cada vez mais difícil, seguimos primeiro contornando o riacho, logo deparamos com um caminho com muitas pedras, contornamos e verificamos que não era mais possível rodeá-lo e subimos um belo pedaço cheio de pedras e muito íngreme, Ricardo estava um pouco receoso e me perguntou como faríamos para voltar, eu respondi, descemos de bunda hehehe.



Seguimos agora entre as pedras vulcânicas por 40 minutos, um caminho difícil mas tranquilo se for com cuidado,



 logo subimos por um caminho com muitas folhas que estavam congeladas, esse foi um trecho perigoso porque estava escorregadio, mas seguimos com cuidado,
Um pouco mais e deparamos com outro riacho que descia das montanhas, seguimos ao seu lado e subimos mais e mais, sem campo de visão, já fazia 2 horas que estávamos nessa trilha e nada de avistar o vulcão, falei para Ricardo que deveríamos caminhar mais 1 hora e se não chegássemos à lugar nenhum pararíamos e descasaríamos para depois retornar.
 Em 20 minutos deparamos com o vulcão à nossa frente, verificamos que estava à mais ou menos 1 hora de caminhada e ficamos muito felizes, dava gritos que ecoavam nas montanhas,



 seguimos em frente e chegamos aos pés da neve, tiramos umas fotografias 




Continuei seguindo fora da trilha em direção à neve, para subir um pouco mais o vulcão, porém a terra estava fofa e comecei a afundar com os passos, cerca de 40 centímetros, Ricardo me alertou que não conhecíamos o local, a geografia e me pediu para não seguir, estava morrendo de vontade ir, estávamos to perto, mas me segurei. Seguimos um pouco mais a trilha e consegui subir um pouco na neve, me contentei parcialmente.



Paramos em um vale que encontramos no caminho, ao lado de um riacho e lanchamos




.
 Retornamos uma hora depois e o caminho de volta foi muito difícil, a descida é mais perigosa e meu joelho doía muito, mas segui em frente e levei só dois tombinhos de leve... Chegamos mais cedo que o esperado no caminho principal e resolvemos seguir na trilha da laguna para nos informar do caminho, pois avistamos  muitas pessoas à frente. Descobrimos que a trilha para laguna é mais difícil que a que percorremos hoje e mais íngreme, existe também uma trilha alternativa muito mais longa pelo outro lado da montanha. Fiquei meio receosa de ir... 
 No caminho de volta, quase chegando na cabana, Ricardo perguntou para um homem que estava medindo um terreno, sobre o caminho para a lagoa, ele disse que era difícil mas muitas pessoas fazem tranquilamente, nos sugeriu ir amanhã pois muitas pessoas da cidade o fazem no domingo e esperar um grupo que estiver subindo e ir junto, me senti mais segura e resolvemos fazer isso amanhã. Tomamos um belo banho e comemos um hambúrguer vegetariano que estava nos esperando.


No domingo dia 05 de maio, acordei às 8hs com o alarme tocando, o tempo estava igualmente aberto e lindo, acordei Ricardo e nos preparamos para subir a trilha. Saímos às 9hs e seguimos o mesmo caminho de ontem, o plano era chegar ao refúgio que está próximo ao início da trilha para a lagoa, e esperar algum grupo de pessoas que fossem pelo mesmo caminho que nós.
 No meio do caminho, ouvi um barulho alto e vimos logo à nossa frente dois Pica-paus, Ricardo conseguiu tirar boas fotografias...



Seguimos a subida e às 10hs estávamos no refúgio, havia duas barracas montadas ali, mas ninguém fora, caminhamos em direção ao local que o rapaz de ontem nos disse que estaria a trilha e não encontramos nada, somente uma bela floresta com árvores gigantes...




Ricardo sugeriu que continuássemos a procurar e segui meu instinto que nos levou próximo à trilha e Ricardo encontrou o início, que estava marcada  com alguns sinais nas pedras e setas de madeira. Ricardo perguntou se eu queria seguir ou esperar, disse que queria seguir, já estávamos ali, encontramos o caminho, e sabíamos que teríamos 3horas mais pela frente, então melhor ir sozinhos mesmo...
 A trilha se iniciou em um bosque, sempre subindo bastante, mas tranquilo,  atravessamos algumas pontes improvisadas, pois havia um riacho que descia das montanhas, seguimos mais ou menos 40 minutos neste caminho, até que encontramos marcas que indicavam seguir por um caminho de pedras, seguimos e começamos a subir mais, estávamos mais alto e agora não era trekking, era como uma escalada,



continuamos sem nos dar conta de onde estávamos indo, até que em determinado ponto, nos deparamos com uma pedra muito alta, que não havia como subir, estava muito difícil, somente ali é que nos demos conta que subimos muito e que o caminho estava muito perigoso, olhei para baixo e estávamos bastante alto, senti um medo e meu coração começou a disparar, olhei para cima e estávamos perto do cume, analisamos como seria a volta e verificamos que seria muito perigosa, pois para descer não teríamos o apoio que tivemos para subir... Ricardo me disse para seguir em frente, então tirei a mochila e joguei por cima da pedra, com muita dificuldade e consegui subir e esperei Ricardo, seguimos a trilha em silêncio durante 10 minutos e avistamos um caminho um pouco mais seguro onde resolvemos sentar um pouco, a vista dali era incrível,



Respiramos e olhamos no relógio, fazia 1hora e 10 minutos que estávamos subindo, pensei, o pessoal que disse 3 horas de trilha estava louco, já estamos super perto do topo... Mera ilusão de ótica... seguimos subindo e cada vez mais a escalada estava sendo feita em ângulo reto, praticamente em 90 graus, subíamos orando para conseguir chegar ao topo sem nenhum acidente... como a subida era muito forte, tive que parar muitas vezes para descansar, porque se seguisse cansada a chance de cometer um erro e cair seria alta e uma escorregada, uma pedra solta ou qualquer que fosse o erro ali seria fatal...

            Continuamos a subir, e subir, e subir... não tinha fim o caminho e estávamos cada vez mais alto, as paradas para descanso já eram feitas em pé, não havia como sentar, tinha que descansar segurando em alguma pedra, fotos??? era impossível fotografar, somente em alguns locais abaixo Ricardo conseguiu  algumas, e com muito cuidado porque manipular a mochila significa perder o equilíbrio.

Já estava totalmente decidida a não voltar por ali, chegaríamos a lagoa e procuraríamos o outro caminho. Seguimos em frente, com garra e instinto de sobrevivência, pois não havia mais como descer.  O tempo não passava, parecia que estávamos escalando à horas, até que  Ricardo avistou uma pedra acima que dizia “Fin” ele até brincou, espero que não seja o nosso fim hehehe.



 Consegui mais força e subi com mais velocidade, a vontade de alcançar o cume era muito grande... e conseguimos, alcançamos o cume e avistamos a lagoa abaixo de nós... a sensação de alívio era mútua, eu fiquei feliz e Ricardo manifestou seu cansaço, olhei o relógio e fizemos o caminho em 2 horas.... ficamos um pouco ali, vislumbrando o visual que era maravilhoso, mas não faria o caminho novamente por nada...




Iniciamos a descida, que era alta e um pouco difícil, com muitas pedras, porém o ângulo do caminho era de 60° bem mais fácil que o anterior... mesmo assim calcei minhas luvas e desci escorregando sentada...
Antes de chegar ao chão, Ricardo avistou umas pessoas saindo de outro caminho, bem distante de nós e desesperado gritou em português mesmo: _Como faço para sair daqui???? Eu ri muito e pedi calma para ele, porque estávamos muito longe, então quando chegamos perto, mudei o idioma oficial para espanhol e perguntei sobre o outro caminho, era uma família com duas crianças e um guia de montanha, que ficou admirado de termos seguido naquele caminho e sozinhos, disse que iriam parar para o lanche e logo voltariam e se quiséssemos poderíamos ir junto... ficamos aliviados com a proposta. Tiramos algumas fotos da lagoa e sentamos para comer.Confesso que nem curti a lagoa, a vontade de sair dali era muito maior...





Comemos e em 30 minutos seguimos a trilha de volta, o caminho era lindo, inicialmente caminhamos 1 hora sobre as montanhas, fantástico o visual e super segura a trilha,


paramos um pouco e ficamos observando o vôo dos condores que ali habitavam,



 meu joelho doía um pouco e as pernas também, isso fez com que ficássemos um pouco atrasados, logo depois da parada descemos um caminho por um bosque fechado, de árvores nativas,



 essa trilha foi muito difícil para mim, pois a descida era bastante acentuada e meu joelho direito não é bom devido à um desgaste na patela, segui mais lento e agora não era o cansaço que reinava e sim a dor... caminhamos mais 1 hora e saímos da trilha fechada. Chegamos ao ponto onde o carro do casal estava parado, nos despedimos e o guia segui conosco mais 40 minutos, agradecemos muito a ajuda e caminhamos mais um pouco até chegar na cabana... foi um misto de alegria e alívio, conseguimos, estávamos bem, salvos e ilesos, Ricardo me fez prometer que não seguiríamos em mais uma dessas, eu respondi: Claro que não ;)

Esta foi a montanha que escalamos

Na terça-feira dia 07, olhei a fotografia dos meus pais abraçados no meu caderno e me deu uma saudade muito grande deles, comecei a chorar de tristeza, de saudade...  Uma vontade forte de vê-los, abraçá-los, beijá-los e dizer que os amo... Vontade de comer a comida da minha mãe, ficar na casa deles... enfim estar perto dos dois, nesse tempo todo que estamos aqui, essa tarde foi o momento que mais senti falta de casa, de estar perto da família, de estar em um local onde eu poderia pegar o telefone e falar com eles a qualquer momento... acho que estava acostumada a falar 2 a 3 vezes por semana com eles em Catemu e aqui não tenho acesso à internet e não consegui falar o suficiente com eles... dia 10 de maio foi aniversário da mamãe, queria tanto estar próximo à ela para dar um abraço. A dor correu forte em meu peito e não havia modo de saná-la... 

FELIZ ANIVERSÁRIO MÃE!!! TE AMO MUITO E FELIZ DIA DAS MÃES
ESTAMOS COM MUITA SAUDADES DE VOCÊS


Nossa estadia em Chillán está próxima do fim, em 3 ou 4 dias partimos rumo ao sul do Chile, ficaremos agora em Puerto Montt e visitaremos Puerto Varas e Bariloche na Argentina.

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