sexta-feira, 14 de junho de 2013

PUCÓN, RESERVA HUILO HUILO & SANTUÁRIO EL CANI.



Como hoje é aniversário do super capitão André, vou deixar uma pequena mensagem para ele:




Meu lindo, a Madrinha está com muitas saudades, gostaria de estar em Paraíso como no ano passado para fazer outro bolo de maracujá azedo para você, só que colocaria mais açúcar dessa vez J, gostaria de passar as férias com você e brincar muito, jogar todos os jogos, futebol, acampar, caminhar, assistir filmes e te contar muitas histórias, mas eu e o tio Ricardo estamos fazendo uma viagem que está sendo muito importante para nós, e mesmo que pareça longa o tempo vai passar rapidinho, já fazem 3 meses que estamos viajando e parece que saímos ontem...

Depois que voltarmos, vamos estar morando com a Tia Jú, e lá vamos poder fazer muitas coisas divertidas nas suas férias, porque vamos estar em contato com a natureza e poderemos te ensinar muitas coisas, e contar histórias muito divertidas que aconteceram com a gente nesta viagem...

Por isso meu gatinho, hoje teremos que segurar nossa saudade e agüentar a vontade de te dar um abraço super forte no seu aniversário, te amamos muito, você é muito especial e estou contanto o tempo para podermos nos divertir juntos...

FELIZ ANIVERSÁRIO ANDRÉ

QUE SEU DIA SEJA CHEIO DE ALEGRIA, DIVERSÃO E FELICIDADE
TE AMAMOS MUITO

MADRINHA E TIO RICARDO




PUCON

Pucon  está localizada aos pés do majestoso vulcão Villarrica a apenas 100 km de Temuco e a 870 km de Santiago de Chile e a apenas 90 km. Da fronteira com a Argentina Mamuil chamado Malal / Tromen, lagos, rios, parques e reservas nacionais, com grande oportunidades para prática de esportes radicais. Dependendo da época do ano que você visita. Você pode encontrar uma Pucon pacífica e sem aglomeração (março a novembro).
O lago Villarrica que banha a cidade, foi formado pela moraina glacial, que é a acumulação de sedimentos que são lavados para derreter a geleira, formando uma barreira que parou o fluxo de água.
            Com a chegada do inverno e a abertura da temporada de neve voltando para as ruas de Pucon, muitas pessoas chegam procurando conhecer a neve e esquiar, mas são aas férias de fim de ano e as férias de verão que lotam a cidade de turistas e eleva os preços de hospedagem, passeios e alimentação



A viagem de Bariloche à Pucon foi tranqüila, o ônibus da companhia TAS CHOAPA que nos levou até a cidade de Osorno é muito boa, o melhor ônibus que viajei até o momento, ofereceram café da manhã com alfajor, bolinho e sanduíche de presunto e queijo, como havíamos comido no hotel não comemos no ônibus, a passagem pela fronteira do Chile também foi tranqüila, haviam poucas pessoas no ônibus e não passaram a bagagem pelo RX ela foi vistoriada por um cão farejador que descobriu alguns produtos de origem animal em algumas bagagens .
Chegamos em Osorno antes do previsto, às 12hs e teríamos que esperar até as 15:45 para tomar o ônibus para Pucon. O ônibus que nos levou a Pucon é da companhia JAC, horrível, estava lotado, sujo, o banco estava cheio de farelo de bolacha e nem podíamos nos mover, as poltronas eram mais justas que as de aeronaves...
Às 20 horas pontualmente chegamos em Pucon, choveu durante todo o trajeto e em Pucon caia muita água e fazia muito frio; na rodoviária, fomos recebidos por Tracy, pois iríamos fazer WWOOF com ela.

O QUE É WWOOF?
WWOOF World-Wide Opportunities on Organic Farms, Oportunidades Mundiais em Agricultura Biológica trazem fazendas que são parte de um esforço mundial para promover o conceito de agricultura orgânica, agricultura sustentável e os hábitos de consumo responsáveis. Como parte deste esforço, as fazendas de acolhimento membros WWOOF oferecem a oportunidade de aprender fazendo. Como um convidado em uma fazenda WWOOF sua experiência de aprendizagem é baseado em você participar nas tarefas diárias de funcionamento da fazenda. Ao fazer isso, você pode aprender uma variedade de técnicas empregadas por fazendas membros, incluindo a agricultura orgânica, Permacultura e Biodinâmica. Além de aprender sobre agricultura biológica, você também pode aprender sobre a ecologia e a cultura local ficando a conhecer divertidos e interessantes pessoas.
A associação começou em 1971 na Inglaterra com o significado Working Weekends on Organic Farms - Trabalhando aos fins-de-semana em fazendas ecológicas. Sue Coppard, uma secretária que trabalhava em Londres, quis dar a conhecer aos seus colegas de trabalho, provenientes de um meio urbano, como era a vida no meio rural e em que consistia a agricultura biológica.
Os voluntários (WWOOFers) não recebem um pagamento em dinheiro, mas em alimentação, alojamento e oportunidades de aprendizagem. Os WWOOFers podem variar desde estudantes de férias até pessoas interessadas em conhecer o funcionamento da agricultura ecológica para criar a sua própria fazenda ou horta biológica.
Para se cadastrar nesta rede, é necessário pagar uma taxa que varia de acordo com o país que você escolher, depois de pagar, se recebe uma lista com os sítios e fazendas cadastrados ou uma senha para acessar o site durante 1 anos e pesquisar sobre eles.
Um dos maiores objetivos de nossa viagem é aprender sobre permacultura e agricultura orgânica pois para aplicar em nossa nova vida auto-sustentável  no Santuário de Harmonização Planetária em Juquitiba http://santuariohp.blogspot.com.br/
Fizemos WWOOF em Puerto Montt com Mario e foi sensacional, aprendemos muita coisa e só não praticamos mais porque a chuva não permitiu. Conseguimos muitos livros e material sobre permacultura em PDF com ele, foi fantástico... estávamos ansiosos com Pucon pois é uma cidade maravilhosa que conhecemos em 2011 e nos encantamos com as belezas naturais da região, mas o que era para ser um sonho foi um pesadelo.
Chegamos no sítio de Tracy sob um temporal, havia muita água, ela nos disse que era uma tormenta e nos abrigarmos bastante que poderia nevar a noite, ficamos em uma cabana separada da casa principal com um quarto muito bonito e banheiro, ao lado havia uma cozinha improvisada para cozinharmos nossas refeições.



No dia seguinte ainda havia muita chuva, Tracy nos apresentou o sítio, a horta e estufas, depois seguimos para sua loja na cidade “Siempre Verde” segundo ela a única loja 100% verde do Chile, ou seja, todos os produtos que vende são sustentáveis, feitos de materiais biodegradáveis e que não prejudicam a natureza... ela nos pediu para ajudar com o balanço da loja, pensei isso não tem nada a ver com WWOOF, mas será interessante conhecer esses produtos, eu não havia ido com a cara de Tracy, ela é Americana de Califórnia e não nos recebeu muito bem como nos locais que passamos, tive a impressão que nos recebeu como funcionários, e disse para Ricardo que não gostei dela, ele respondeu, calma Eliza, acabamos de chegar!!!

Meu sexto sentindo não me decepcionou, ela é simplesmente terrível, trata todos a sua volta como escravos, pede para fazermos mil coisas ao mesmo tempo e nada a ver com horta ou permacultura, no domingo Ricardo também já estava inconformado e não queria ficar mais ali, na segunda-feira iríamos para loja terminar o balanço então combinamos de sair para almoçar e pesquisar preços de hotel e decidir o que fazer... os preços de hotel estavam muito altos e não sabia que decisão tomar, confesso que fiquei preocupada porque estava insuportável aquela situação, pensei em tomar um ônibus e voltar para Argentina em San Martin de Los Andes e Ricardo sugeriu irmos para norte do Chile em Valle del Elqui, mas eu queria estar em Santiago no dia 17, pois vamos passar duas semanas em um centro de terapia holística bem parecido com o Santuário, ficamos em dúvida do que fazer, porque deveríamos ficar no sul até dia 17 e por aqui só chove e faz frio J O que fazer!!!
Voltamos para loja, Tracy não estava, havia passado o dia fora, comecei a conversar com Rita, que trabalha com ela, até então nem olhamos para as pessoas que trabalhavam lá de tão estressados que estávamos, conversa vai conversa vem, cheguei ao ponto que queria, percebi que Rita é uma pessoa super bacana e sabe muito bem como lidar com o temperamento de Tracy... disse a ela que não estávamos nos adaptando e gostaríamos de vir para cidade mas os hotéis estão muito caros, Rita é Argentina e divide um cabana com Roberto que é Inglês, me disse que pagam um valor mais baixo e que tem a cabana para ficar até dezembro, disse que seu vizinho mora com a esposa em uma cabana maior de 3 quartos, e iria perguntar a ele se poderia nos receber por uns dias e pagaríamos o aluguel para ele... fiquei imensamente feliz e dormi melhor naquela noite...
Na terça-feira, falei com Ricardo e estava tudo certo, iríamos embora na quarta-feira dia em que Tracy iria para cidade, pois o local que estávamos fica à 10km de onde saem os ônibus e não teríamos como caminhar até ali com nossas bagagens e com chuva que anda caindo, liguei para Rita no horário combinado e ela não conseguiu falar com o vizinho, mas disse que poderíamos ir para sua casa...
O último dia com Tracy foi um verdadeiro terror, Ricardo quase riu quando ela apareceu com uma lista gigante de tarefas para cumprir, que precisaríamos ficar 2 meses ali cumpri-la, e ainda teria que deixar a estufa da casa dela acessa durante todo o dia e quando ela estivesse fora preparar sua comida, ela usou essas palavras: “Me encantaria chegar em casa e encontrar o fogo acesso e algo gostoso para comer”!
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Passamos o dia como se nada tivesse acontecido, e à noite disse que gostaríamos de falar com ela, sentamos e disse que não me adaptei ao local e não faríamos mais voluntário, que iria para cidade na quarta-feira de manhã... Tracy se assustou e disse: _ o que vou fazer com a lenha! Respondi com um sorriso: _Não sei e logo voltamos para a cabana... Ela ficou bastante brava, pudera, perdeu dois escravos hehehe.
O WWOOF é uma grande oportunidade para viajantes independentes que querem aprender, mas pode ser uma enrascada também, pois há muitos mochileiros que viajam somente com o dinheiro da passagem e em uma situação como essa ficam submetidos a uma espécie de trabalho escravo, pois não tem como sair do local e arcar com os custos de uma estadia... É possível colocar comentários na página do WWOOF, tanto bons como maus, eu claro falei a verdade sobre Tracy para que outras pessoas estejam cientes do que vão passar quando chegar ali.
Na quarta-feira ela nos levou a cidade e seguimos à casa de Rita, fomos muito bem recebidos por Roberto e ela que já estava de saída para o trabalho, papeamos um bocado com ele e saímos para procurar um hotel mais barato porque não queríamos desalojar Rita, que cedeu seu quarto e foi dormir na sala...
Caminhamos por toda a cidade, e encontramos um hostel à 12mil pesos a diária, um pouco caro ainda para nós, mas fazer o quê, queríamos ficar em Pucom...
Voltamos para casa de Rita e passamos a noite ali, ela chegou às 21hs e jantamos juntos, foi muito divertido, conversamos bastante e rimos muito da situação.



 No outro dia pela manhã o sol apareceu forte no céu e saímos para caminhar, estava perfeito...



às 12hs, nos despedimos de Rita, agradecemos toda ajuda e seguimos para o Hostel, ela insistiu para ficarmos em sua casa, mas preferimos ter um local só para nos dois...
Os dias seguintes foram muito bacanas, o sol se firmou e aproveitamos muito as belezas da cidade, passamos um dia incrível às margens do lago Caburga, tocando violão e curtindo o visual...





Nesse dia encontramos algumas esculturas em pedra no lago, será vestígios de Mapuches???!!!!



Aproveitamos para fazer um intercâmbio cultural e conhecemos o Museu Mapuche na comuna de Curarrehue, estava tendo uma visita de um grupo escolar e aproveitamos para acompanhar a aula!!!





Os Mapuche (na língua mapudungun, gente da terra) são um povo indígena da região centro-sul do Chile e do sudoeste da Argentina. São conhecidos também como araucanos. Os grupos localizados entre os rios Biobío e o Toltén (atual Chile) conseguiram resistir com êxito aos conquistadores espanhóis na chamada Guerra de Arauco, uma série de batalhas que durou 300 anos, com largos períodos de trégua. A coroa de Espanha reconheceu a autonomia destes territórios em 1641, por meio do Tratado de Quilín. Após a independência de Chile e Argentina, estes territórios foram invadidos por destacamentos militares republicanos, sendo a população Mapuche confinada em "reduções" no Chile e "reservas Argentina indígenas.



Por conta deste processo de despojo territorial, mais que a metade da população indígena Mapuche vive hoje em dia em zonas urbanas, muitas mantendo, entretanto, vínculos com suas comunidades de origem.
Atualmente no Chile existe um movimento Mapuche que luta pela recuperação de seu território ancestral, por mudanças constitucionais em prol dos direitos indígenas e reconhecimento por parte dos Estados de suas especificidades culturais. Isso sem descartar o separatismo e a independência do Chile e da Argentina, como declarado pelo próprio movimento mapuche: "Debaixo de um ambiente intolerável de opressão, não se vislumbram perspectivas de reconciliação, e hoje muitos mapuche se perguntam se tivessem a opção de escolher entre o caminhar sozinhos ou em má companhia não optariam pela primeira opção. A situação descrita justifica os anelos de independência dos mapuche que, queiram ou não reconhecer, seguem vigentes"



Na sexta à noite fomos para casa de Is, irmão de Rita, havia uma galera ali, levamos um cooler, fazia muito tempo que não tomávamos nada de álcool e bastaram duas taças para Ricardo sentir-se mal do estômago, para mim foi tudo bem. Estava bem gostoso, como sempre havia um contador de piadas que quase nos matou de rir, ficamos até as 2hs da manhã e combinamos um passeio para Huilo Huilo no domingo.
No domingo, acordamos bem cedo e seguimos para casa de Rita, fomos em 7 pessoas, Rita, seu irmão, Roberto, Daniel e sua mãe, Ricardo e eu,



 fomos na vam de Daniel e rachamos a gasolina, tivemos um dia super bacana, Daniel e Is fizeram canoagem pela manhã



 e depois do almoço visitamos a reserva. Vou postar abaixo alguma dicas sobre a reserva porque é um local incrível e não muito conhecida por Brasileiros.




RESEVA HUILO HUILO

Huilo Huilo é uma área de 88km de reserva localizada na cidade de Panguipull à 2horas e meia de Pucon, esta reserva é particular e conta com várias atrações e locais distintos para visitação. É conhecida por ser encantada e pessoas que afirmam ver fadas e duendes em suas florestas...
 Para chegar à Huilo Huilo de Pucon é necessário locar um carro, pois não há ônibus direto e a reserva fica longe da cidade. Saindo de Pucon pegue a estrada em direção à Villa Rica e de lá para Lincan Ray contornando o lago Calafquen e de lá seguir para cidade de Coshuenco que fica à +ou- 5km da entrada da reserva. Entre as atrações da reserva estão: Parque Huilo Huilo (entrada para o vulcão Coshuenco e salto Huilo Huilo, possui área de Trekking),



Salto Puma,



Hotéis Huilo Huilo: Montanha encantada



 Bao Bab   (estão um ao lado do outro),



 lago Pirihueico,



Rio Fuy



 vulcão Coshuenco



Sugiro sair bem cedo de Pucon , seguir a estrada da reserva até o Salto Puma, depois Salto Huilo Huilo, que é um parque maior com estrutura e mais atrações, passar um tempo maior ali e seguir para os Hotéis Montanha encantada e Hotel Bao Bab e visitar o Salto Leona que fica a 15 minutos do hotel



Abaixo o link oficial da reserva e o mapa.



Na segunda feira aproveitamos para descansar um pouco e fazer umas fotos da cidade,



 nos preparamos para fazer a trilha de El Cani na terça-feira, que foi um verdadeiro desastre... às 8hs e pegamos o ônibus na estação Pullman que saiu às 8:15, descemos em El Cani e haviam 3 franceses que desceram juntos, dois rapazes e uma moça, seguimos à portaria do parque e estava fechada, não encontramos o caminho e Ricardo saiu com um dos franceses para procurar, voltaram dizendo que encontraram o caminho, seguimos em um bosque fechado e vi uma placa dizendo que a trilha era para ver uma planta, não senti muita fé mas seguimos, passamos por uma cerca e subimos uma estrada de terra, ela segui até um sítio, chamei mas ninguém apareceu, seguimos na mesma trilha que parecia não dar em lugar nenhum, estava ficando cansada, a subida estava bem puxada, 



seguimos devagar, os franceses foram na frente e pararam em um local onde a mata ficou fechada, disseram que iriam voltar porque ali não estava parecendo a trilha para El Cani, disse que iríamos seguir para encontrar um mirador e nos despedimos, caminhamos mais uns 10 metros e Ricardo achou melhor voltarmos, descemos até um local legal e paramos um pouco, ficamos contemplando a paisagem e  aproveitei para comer uma batatinha J
 Ricardo estava nervoso e estressado, disse que não se conformava em termos errado o caminho, de não termos nos informado antes de seguir, falei para ele ficar tranquilo, que voltaríamos e nos informaríamos para regressarmos no dia seguinte...
Assim fizemos, descemos e encontramos uma casa ao lado do parque e uma senhora atendeu a porta, perguntamos sobre a trilha e ela nos explicou onde começava, teríamos que seguir a estrada de terra logo depois da Guarderia do parque e caminhar cerca de 1km e meio até a entrada para a trilha, que demoraria 3 horas somente para subir, disse que o caminho era perigoso, e que recentemente duas garotas ficaram perdidas ali, que foi necessário polícia e bombeiros para encontrá-las, agradecemos a ajuda e seguimos até a portaria correta para averiguarmos qual seria o caminho a tomar, no meio decidi voltar e aproveitar que estávamos ali para conhecer os “Três saltos”, encontramos um senhor que nos deu muitas informações sobre a reserva, e nos aconselhou ir bem cedo, disse que acima há um pouco de neve, mas não muita, agradecemos a ajuda e voltamos para o asfalto para tomar o ônibus, baixamos próximo à entrada e caminhamos até a entrada, pagamos 1000 pesos cada um para entrar e seguimos para o primeiro salto, Ricardo estava com fome e aproveitamos as mesas para almoçar.



O segundo salto tinha um mirador um pouco perigoso, estava muito molhado o bosque e tive receio que escorregasse, pedi para Ricardo tirar as fotos e voltar logo,



regressamos e tomamos o caminho para o 3º salto, esse tivemos que subir um pouco mais. Chegamos no salto e tiramos algumas fotografias,



estava muito frio, então logo saímos dali para um local onde era possível visualizar o vulcão Villa-Rica, estava cansada e deitei em uma pedra por ali, acabei cochilando um pouco. 



No caminho de volta, encontramos um sítio que tinha um casal de cervos, super dóceis chegaram até a grade para nos cumprimentar.



Na quarta-feira dia 12, às 6:15 o celular despertou, pulei da cama e Ricardo ficou deitado, fui ao banheiro e assim que voltei já tratei de colocar ele prá frente, preparei o restante dos equipamentos e um café e saímos para pegar o ônibus rumo ao “Santuário El Cani”. Assim que abrimos a porta nos deparamos com uma pequena chuva, a única coisa que pensei é que não iria voltar, como nossa roupa de chuva já estava na mochila não me preocupei, seguimos para o Terminal de ônibus CABURGA, o horário de saída do primeiro ônibus é às 7:00 hs, mas o motorista estava com frio e chegou somente às 07:15 hs. Chegamos no Parque às 7:45 hs, ainda estava escuro e não chovia, o ônibus para no asfalto em frente à Guarderia do Parque. El Cani é uma reserva particular e tem apoio do CONAF (órgão responsável pelos parques nacionais do Chile), um grupo de estrangeiros comprou a área e transformaram em reserva. O parque cobra 3.000 pesos para ingresso na reserva, porém não possui mapas ou uma sinalização adequada, acima existem várias lagunas e trilhas diferentes, por isso é muito fácil se perder... Para chegar no início do caminho, foi necessário atravessar a Guarderia que estava vazia e tomar uma estrada de terra que fica no fundo à esquerda. Caminhamos 20 minutos e encontramos uma placa indicando “El Cani”, havia uma casinha na entrada mas não havia ninguém, o início da trilha é sinalizado, e super fácil de encontrar, não existe outro somente este,




 seguimos e caminhamos um um desnível acentuado com uma subida bem generosa de 1:30 minutos até o Refúgio do Parque,



ali foi necessário entrar no refúgio e seguir um caminho fechado e pequeno dentro da mata, em 45 minutos estávamos na primeira Laguna, “A Laguna Seca”,



 a trilha foi tranqüila e estava bem sinalizada, o caminho da Laguna Seca ao restante do circuito é que é perigoso se perder, pois existem várias trilhas que podem levar à confusão e errar o caminho de volta, como levamos um mapa no smartphone de Ricardo, sabíamos onde seguir. Ficamos um tempo na primeira laguna e conseguimos as únicas fotografias com sol, pois depois deste caminho o tempo fechou e choveu um pouco. Seguimos à trilha para laguna Negra que estava congelada, decidimos não ir ao mirador El Cani pois o tempo estava fechado e com chuva, não iríamos conseguir ver nada, então seguimos em frente e foi preciso colocar um tronco para seguir a trilha para as lagunas Los Riscos e escondida,





paramos na última para almoçar e descansar um pouco, a chuva começou a apertar e ficamos receosos de seguir à laguna Melizas e retornamos pelo mesmo caminho, pois havia muita lama e o caminho de volta com chuva seria um pouco perigoso. Regressamos e ficamos um tempo mais na Laguna Seca que é a mais bonita. O caminho de volta foi muito tranquilo, mesmo com chuva deu para descer sem escorregar, paramos no refúgio do parque em um momento que a chuva ficou mais forte é ali é um local bem legal, possui vários bancos para dormir e n centro um local para fazer fogueira. O caminho de volta do refúgio até o local onde se toma o ônibus leva 1 hora e vinte minutos, e no total percorremos 6 horas de trekking mais 2 horas de paradas...

Mapa Santuário El Cani

Nossa estada em Pucon não poderia ter sido melhor, fomos abençoados com 1 semana inteira de sol e muitos novos amigos, estamos ansiosos com nosso novo destino dia 17 de junho, que será um centro de terapias holísticas:  estamos com saudade de praticar Yoga também !!! 

HARIBOL!!!

HOJE DIA 19 DE JUNHO É ANIVERSÁRIO DA NOSSA TIA QUERIDA, UMA MENSAGEM DE SEUS SOBRINHOS RICARDO E ELIZA:


Tia Ina!!
Hoje não estamos perto para desejar feliz aniversário
Não estamos ai para lhe dar um beijo e um abraço bem apertado, mas nossos pensamentos estão com a senhora e nosso coração também...
 Nossas preces à Deus já foram feitas, nelas pedimos muitas bênçãos e felicidades para o seu dia, pedimos que ele lhe proteja e lhe cubra com alegrias, cuide de sua saúde e lhe dê um abraço por nós
Obrigada Tia por fazer parte de nossas vidas, pelo carinho e por todas as orações que faz para nós.
Feliz aniversário e muitas bênçãos nesse dia
Te amamos muito e estamos com muita saudade


Eliza e Ricardo




segunda-feira, 3 de junho de 2013

COMO MOCHILAR EM BARILOCHE

San Carlos de Bariloche ou simplesmente Bariloche como é conhecida, é uma cidade da Argentina, localizada na Província de Rio Negro, junto à Cordilheira dos Andes na fronteira com o Chile. Está rodeada por lagos (Nahuel Huapi, Gutiérrez, Mascardi) e montanhas, como o Cerro Tronador (3354 m de altitude, na fronteira com o Chile), o Cerro Catedral (movimentada estação de esqui) e o Cerro López. Possui cerca de 130 mil habitantes.
O nome Bariloche é uma palavra mal escrita que provém da palavra "Vuriloche" que na língua mapuche, significa "povo de trás da montanha". Isto porque seus primitivos habitantes, os índios mapuches, eram originários do outro lado da Cordilheira dos Andes.
 Em meados do século XVII e início do século XVIII, a zona foi objeto de viagens dos missionários do Chile, entre os que se contam estão os padres: Diego Rosales, Nicolás Mascardi, Felipe Laguna e Juan José Guillelmo. O primeiro homem branco que chegou à região vindo das regiões próximas ao Atlântico foi o Dr. Francisco Pascasio Moreno, que na época tinha 23 anos.
A fundação da cidade deu-se em 1895, quando um imigrante alemão, Karl (Carlos) Wierderhold, criou ali um armazém. Em 1902, tornou-se a cidade de San Carlos de Bariloche. Sua arquitetura, principalmente na área central, lembra a de cidades alemãs e austríacas.



Nossa estada em Bariloche foi muito boa, mas poderia ter sido bem melhor se tivéssemos feito outras escolhas e o tempo tivesse colaborado... Chegamos por via terrestre provenientes de Puerto Montt, o ônibus passa na cidade de Osorno e de lá segue para território argentino passando por Puyhue.
Segui na companhia Andesmar, o ônibus era bom e prestam serviço de bordo, ofereceram café da manhã



 e um sanduíche presunto e queijo no almoço (claro que tivemos que tirar o presunto). A viagem é muito bonita, não pudemos apreciar a paisagem devido à chuva que nos acompanhou durante todo o percurso.
Margeamos lago Puyehue e depois da fronteira com Argentina seguimos a maior parte do caminho contornando o lago Nahuel Huapi passando por Villa Angostura.
 Ficamos hospedados na Hostelaria Portofino, no centro de Bariloche, super bem localizada e muito confortável, o preço foi muito bom, só o atendimento que deixou a desejar, tivemos problema com o pagamento, pois fizemos a reserva pelo booking, os valores são em dólar, que deverão se convertidos na taxa oficial do dia do pagamento, e a dona do hotel queria fazer a conversão no cambio negro!!! 
Chegamos às 17horas e mudamos nossos relógios para 18horas, aqui eles não possuem o horário de inverno como no Chile. Na rodoviária possui um ótimo balcão da prefeitura para atendimento ao turista, lá consegui os mapas da cidade e região e algumas informações. Não existe casa de cambio no terminal rodoviário, conseguimos uma loja de conveniência que aceita cambiar dólares, reais e euros, fui obrigada a trocar cem dólares mesmo com o cambio ruim, pois precisava pagar o ônibus...
Tomamos um ônibus em direção ao centro, foi preciso comprar o tick com antecedência, ele nos deixou à uma quadra do hotel, a dificuldade em subir com as malas nem preciso falar J.
Logo que descemos no hotel já saímos para conhecer a cidade, estávamos à uma quadra do centro cívico e das ruas principais, ficamos maravilhados com a arquitetura e beleza da cidade,




Os preços também eram muito bons (para quem faz cambio com dólares, vou explicar mais abaixo no tópico como mochilar em Bariloche), somente o famoso chocolate é que tem o preço mais alto. Caminhamos pelo centro e paramos para comer uma pizza, fazia tempo que não comíamos uma pizza de verdade, me fartei, estava deliciosa, pegamos algumas informações na cidade porque a recepcionista do hotel não sabia nada de Bariloche (brincadeira né!), e retornamos para descansar.
Não passamos muito bem à noite, tivemos muita dor de cabeça e vomitei, acho que comemos alguma porcaria em Puerto Montt que não fez bem, mas levantamos cedo para aproveitar o dia na cidade, estávamos ansiosos para conhecer as belezas da região.
Às 10 horas saímos do hotel e o tempo estava todo fechado, quase tive um piripaque, pensei comigo, mais chuva não!!! Caminhamos no centro da cidade e estava tendo um evento que comemora a “Independência da Argentina”, haviam festividades com militares e várias pessoas,



tiramos algumas fotos e voltamos a caminhar, mesmo com o tempo fechado, decidi tomar um ônibus e encontrar um local para um trekking, tomamos o número 20 e paramos no “Puerto Pañuelo” ,



em frente ao famoso hotel Llao Llao, de lá caminhamos até a portaria do Parque Llao Llao e fizemos uma trilha rápida de 3 horas até o lago Perito Moreno,




o tempo ali já estava abrindo e programamos para passar no cerro Campanário na volta para conseguir observar toda a região sem nuvens. E conseguimos, chegamos ao cerro com o tempo totalmente aberto e subimos o teleférico até o cume.



A paisagem dali é fantástica, sensacional, um dos locais mais lindos que já passei,



 o vento estava muito forte e fazia muito frio também, entramos na cafeteria e resolvemos comer uma pizza, pois já eram 16hs e não havíamos lanchado ainda...



Estava deliciosa e o preço muito bom também!!! Um viva ao cambio negro!!! Hehehehe. Voltamos para o hotel e começamos a passar mal, Ricardo teve febre alta, 39° e não cedia com medicamento, queria levá-lo ao hospital mas ele se negou, eu tive uma bela diarréia e não saí do banheiro!!! Faz parte da viagem, pensei, amanhã estaremos melhor!!!
No dia seguinte, Ricardo estava bem, saímos cedo para visitar o Parque Gutierrez e o museu de Geologia e Paleontologia da Villa Los Coihues, fomos recebidos pelo curador do museu Rodolf que recentemente fez uma bela descoberta para a botânica.




Do museu seguimos ao Parque Gutierrez e caminhamos até o mirante do lago e cascata de Los Duendes.








O lago é fantástico, aproveitamos o sol e o bom tempo para apreciar a tranqüilidade e beleza do local.




Logo Ricardo começou a sentir calafrios e voltamos para o hotel, estava com febre novamente, dei-lhe um comprimido e praticamente brigamos porque queria levá-lo ao hospital, e como um bom homem ele negou... passado uma hora, a febre que estava 38° foi para 39° , tive que aplicar uma injeção de buscopan, pois não havia levado dipirona injetável... ele melhorou, mas não baixou de 38° e passei a noite acordada colocando compressas frias enquanto ele delirava... um sufoco!!
Pela manhã havia muita chuva e já havia combinado um taxi para irmos ao hospital, Ricardo que acordou melhor disse que não iria, que estava bem e se voltasse a ter febre aceitaria ir ao hospital... quase enfartei, esses homens são muito complicados...
Passamos o dia no hotel, e ele realmente melhorou, teve diarréia e acho que colocou para fora o que estava lhe fazendo mal, tratei de hidratá-lo bem e à noite ainda conseguimos assistir o filme do “Homem de Ferro 3” no cinema local.



O quarto dia foi de muita chuva também, resolvemos passar na Villa Traful e perdemos o ônibus, tive que controlar minha fúria, porque aqui os ônibus não tem plataforma certa para saírem e vc compra o ticket em uma empresa e um ônibus de outra empresa faz o trajeto, uma verdadeira bagunça essa rodoviária, Retornamos para cidade, onde almoçamos em um belo restaurante vegetariano e comemos muuuuito chocolate.
No dia seguinte fechamos um passeio ao Tronador, que nos levou ao principal setor do parque Nahuel Huapi, visitamos a base do maior cerro de Bariloche e o mirante do Glacial Ventisquero Negro.
 A chuva desses dois dias produziram as primeiras nevascas do ano, e as montanhas agora estavam com neve em seus cumes.



Os locais que visitamos foram lindos, mas o passeio foi uma droga, Bariloche é uma cidade para turismo, resumindo ficamos mais tempos parados em uma cafeteria e restaurante que na base do Cerro e Glacial... uma lástima, mas nos rendeu boas fotografias.







O último dia deixamos para visitar El Bonsón, que estava sob um dilúvio,



tivemos que nos contentar com uma visita à uma cafeteria e algumas fotos da cidade (feitas sob o guarda-chuva) enquanto esperávamos o próximo ônibus de volta à Bariloche L





Ficamos 1 semana na cidade, e nestes dias perdemos ônibus, fizemos uma viagem de 2 horas para descer do ônibus e pegar o primeiro de volta, tivemos intoxicação alimentar, enfim, muitos altos e baixos, mas valeu cada minuto J, só não aproveitamos mais pelo mau tempo e por não ter estudado previamente os atrativos, pois Bariloche é uma cidade para turistas e não mochileiros. Por esse motivo, vou colocar todas as dicas de Bariloche para quem quiser visitar a cidade aproveitar da melhor maneira cada atração, então vamos lá:



COMO MOCHILAR EM BARILOCHE



            A primeira coisa que se deve saber sobre Bariloche ou qualquer cidade da Argentina é sobre o dinheiro... Geralmente fazemos uma salada quando viajamos, levamos dólares, reais, cartão de crédito e de débito, para Bariloche você deverá levar exclusivamente “DÓLARES”, esqueça cartões de crédito e débito, reais então nem pensar, economize e compre dólares no Brasil, porque o cambio aqui é muito bom... O que acontece nas cidades argentinas, basicamente e resumidamente, é que existe um limite para se comprar dólares, ou seja, a entrada da moeda no país é controlada pelo governo, então todos os cidadãos argentinos ficam loucos por dólares, e essa procura pela moeda faz aparecer um câmbio diferente do oficial,vamos chamá-lo de câmbio negro, não que seja criminoso ou algo assim, mas em vários lugares o cambio de dólares é bem maior que a taxa oficial, vou explicar melhor com números:

CAMBIO OFICIAL
CAMBIO NEGRO
1 DÓLAR
5.3 pesos argentinos
8.2 pesos argentinos
1 REAL
2.3 pesos argentinos
Não existe

            Como conseguir o cambio negro???
            Muito fácil, algumas casas de cambio oficiais já o fazem. Como a concorrência ficou muito alta elas tiveram que aderir e compram dólares dos turistas à um preço mais alto. Se você for a alguma casa de câmbio e não conseguir cambiar por esses valores, caminhe um pouco e pergunte em lojas, restaurantes ou cafeterias, todos eles trocam dólares. IMPORTANTE: NUNCA ACOMPANHE PESSOAS QUE FICAM NAS RUAS OFERECENDO CÂMBIO DE DÓLAR, MESMO QUE A MELHORES PREÇOS, É FURADA, VOCÊ PODE ACABAR SENDO ROUBADO, já no comércio em geral é seguro. Em Bariloche você não precisa se preocupar com isso, vá direto à primeira casa de cambio da rua Belgrano (que segue em frente ao centro cívico), ela troca com o mesmo preço das lojas e é bem seguro.
            Resumindo, se você levar dólares, 1 real vai lhe render 4 pesos argentinos e isso vai deixar sua viagem bem mais barata...

            A segunda coisa que você deve saber sobre Bariloche, é que a cidade oferece diferentes opções de acordo com a estação do ano. No outono muitas das opções já vão se esgotando e no inverno a cidade se resume em neve por todos os lados e os parques nacionais estão quase todos fechados, impossibilitando fazer trekking. Eu visitei Bariloche no finalzinho do outono e começo do inverno, chegamos e as belas montanhas e cerros que contornam Bariloche estava sem um centímetro de gelo, e em dois dias de chuva já produziram uma paisagem com picos nevados. Sinceramente, não voltaria em Bariloche para inverno, para quem quer ver neve, vá à Santiago, suba as cordilheiras e visite as estações de esqui, que são várias e têm muita neve, Bariloche tem belezas demais para serem vistas e no inverno o gelo consome a maior parte delas. No verão os parques nacionais estão com todas suas trilhas e rotas abertas, e podem ser feitas em segurança, e o clima é quente e seco (janeiro e fevereiro), você vai poder aproveitar os incontáveis lagos da região para um bom mergulho, já o restante do ano é chuvoso, com muita água especialmente no outono e inverno.

COMO CHEGAR A BARILOCHE
A cidade possui um Aeroporto Internacional: Teniente Luis Candelaria que está equipado para receber jatos, e opera voos domésticos e internacionais para países vizinhos. Por rodovia, fica a 1638 km ao sul da capital argentina, Buenos Aires. Liga-se ao Chile por rodovia (cerca de 130 km até a fronteira, e mais 115 km até a cidade chilena de Osorno), havendo a opção, para turistas, de travessia em percursos alternados entre barcos e ônibus, num passeio conhecido como Cruce de Lagos, até Puerto Montt.
            Para se tomar ônibus, a sua principal ligação é a cidade de Osorno, mas se pode comprar passagem nas cidades de Temuco, Pucon, Valdívia, Puerto Varas e Puerto Montt. As empresas que fazem o trajeto são várias, as principais são Via Bariloche e Andesmar. Tem ônibus direto da cidade de Buenos Aires, mas são 23horas de viagem.

A CIDADE
            A cidade de Bariloche é muito linda, possui uma arquitetura singular e muito elegante, é rodeada pelo lago NAHUEL HUAPI e fica dentro do parque nacional com mesmo nome.
O parque NAHUEL HUAPI compreende uma imensa área que abrange as cidades de Bariloche e Villa Angostura e todos arredores, este parque possui subdivisões e várias portarias e pontos de diferentes níveis de conservação, o setor principal do parque fica à mais ou menos 30 km de Bariloche, próximo à Villa Mascadi, e ali é o ponto de entrada para se chegar ao Cerro tronador.
O centro cívico, para quem quiser saber mais sobre a história do local, fica próximo ao centro comercial da cidade e possui um museu e um amplo centro de informações turísticas (aconselho passar ali primeiro e pegar os mapas da cidade e região, que são super completos, possuem inclusive as linhas de ônibus que levam para os principais pontos turísticos). Próximo dali está também o centro de informações sobre montanha, onde é possível recolher todos os dados sobre trekking e escaladas da região. IMPORTANTE: EXISTE ALGUNS LOCAIS PARA SE FAZER TREKKING QUE É NECESSÁIRO SE CADASTRAR PRIMEIRO, PARA SUA PRÓPRIA SEGURANÇA, É GRATUITO E PODE SER FEITO NESTE CENTRO.
Os ônibus fazem todo o trecho urbano e os principais atrativos da cidade, porém é necessário comprar o boleto com antecedência ou um cartão que pode ser recarregado conforme sua necessidade, existem guichês em supermercados e no terminal rodoviário, é só perguntar que te informam.
            Os táxis cobram um valor fixo pela corrida, e geralmente não são caros, eu paguei muito barato do centro ao terminal rodoviário (30 pesos), mas para fora da cidade não utilizei.
            Aluguel de carros, infelizmente não pesquisei, a maior furada da minha viagem porque a gasolina sai a 2 reais o litro... e existem muitas coisas para se ver fora da cidade...  arrependimento L
            Chocolates, essa é a maior tentação de Bariloche, simplesmente fantástico e sensacional, são deliciosos os chocolates e há muita oferta deste produto, existem dezenas de lojas de chocolate espalhadas pela cidade, a maioria delas na rua Belgrano. Minha sugestão é que comprem chocolate na loja “Chocolate PATAGONICO” fica na rua Belgrano 33, é a segunda loja de chocolate saindo do centro cívico na calçada do lado esquerdo. A loja é bem pequena se comparada as outras, principalmente ao chocolate “Turista” que é a maior, porém seu chocolate é o mais saboroso, é tem o melhor preço, quando comprei as outras lojas estavam 268 pesos o kilo e nesta estava 160 pesos o kilo. Se quiser escolher outras opções, prefira as casas pequenas, que tem chocolate a preços menores e são artesanais...

ATRATIVOS
            Neste tópico vou descrever os principais passeios que oferece as agencias locais e dizer como realizá-los sozinho.

CIRCUITO CHICO Y PUNTO PANORAMICO (lago Nahuel Huapi, Cerro Campanário, Playa Bonita, Península San Pedro, Bahia López e Laguna El Trébol) – Na verdade o Circuito Chico é um caminho que possui vários pontos panorâmicos em sua rota.
            Esse circuito pode ser feito de ônibus, é necessário tomar vários ônibus, primeiro toma-se o número 20 e parar no hotel Llao Llao, ali se toma outro ônibus para o circuito Chico que começa Dalí, e na volta pode-se parar no Cerro Campanário e de lá para cidade de Bariloche.
O ônibus vai somente passar por esses locais, não irá parar para você fazer fotos. Cerro Campanário: possui a vista mais bonita de Bariloche, você precisará parar também ali, subir de teleférico (o mais barato dos principais cerros de Bariloche – 60 pesos) ou caminhar 1 hora até o cume. O Cerro Campanário sem dúvida é um local indispensável para conhecer em Bariloche, vale muito à pena, e quem quiser tomar um chocolate quente na cafeteria acima do cerro, não se preocupe, os preços são muito bons, até menores que na cidade, pagamos 60 pesos em uma pizza média de mussarela...
            O circuito Chico também pode ser feito de bicicleta, para quem gosta de pedalar e oferece a oportunidade de parar nos principais pontos do trecho, porém é um pedacinho longo, mais ou menos 40 km ida e volta do centro de Bariloche.
            Carro locado, a quantidade de locais para ir é infinita, então se vc quer aproveitar, loque um carro e faça os passeios de auto, incluindo o circuito Chico.



CERRO CATEDRAL
É o Segundo cerro mais alto de Bariloche, ali funciona o maior centro de esqui da região, pode-se chegar até dois mil metros pelo Teleférico, possui uma bela vista, mas não se compara com a do Cerro Campanário. Este passeio é mais indicado para quem quer fazer montanhismo (no verão) pois Possui vários trechos de trekking de média dificuldade à muito alta (pegue informações no centro de montanhismo da cidade), é possível chegar ao cume caminhando desde a base no verão (porém não recomendam que faça), ou subir o teleférico que custa 130 pesos. Possui também um funicular (não sei se sobe até o cume pois não conheci o cerro). Pode-se tomar ônibus de número 50 para chegar até a base.

CERRO OTTO
É um cerro exclusivos para Turistas, vendem boleto para subir pelo teleférico em vários locais pela cidade e o do ônibus também. No topo do Cerro a maior atração é única confeitaria giratória do país. Não há caminho para subir caminhando, e o valor do teleférico é de 120 pesos.

CERRO TRONADOR



O Cerro tronador fica dentro do setor principal do parque nacional NAHUEL HUAPI, à 30km da cidade e 40 km da portaria do parque, para chegar até sua base somente por carro locado ou contratando um passeio nas agências da cidade, no verão existe um ônibus que leva até a base do cerro, mas funciona durante 2 ou 3 meses no ano (segundo informações colhidas J). Os passeios são todos iguais em qualquer agência, se paga 220 pesos por pessoa mais a entrada do parque que é 65 pesos, eles param durante o trajeto em pontos principais, mas não aconselho a fazer, é muito melhor alugar um carro e conhecer outros setores do parque como a cascata Alerces.



Ali se pode pernoitar, no verão existem várias opções, hotéis e refúgios, pois existem trilhas de média dificuldade para seguir que levam à refúgios e camping, no inverno a maior parte dos hotéis ficam fechados.
IMPORTANTE: O Caminho para se chegar a base do Cerro Tronador e outros locais do parque é de mão única, por isso existem horários fixos para subir e para descer, estive em Bariloche dias 23 à 31 de maio de 2013 e os horários estavam assim:
MONTE TRONADOR
Ida – mão única 10:30 às 14:00 hs
Volta – mão única 16:00 às 18:00 hs
Mão dupla – 19:30 às 09:00 hs

CASCATA LOS ALERCES
Ida – mão única 14:00 às 17:00 hs
Volta – mão única: 11:00  às 13:00 hs
Mão dupla – 18:00  às 10:00 hs
LAGO STEFFEN
Ida – mão única 10:00 às 14:00 hs
Volta – mão única 15:00 às 20:00 hs
Mão dupla – 21:00 às 07:00 hs

CIRCUITO GRANDE
            Como no circuito Chico, é um caminho que se faz passando por pontos panorâmicos, se faz com agências ou carro locado. Rodeando o lago Nahuel Huapi, recorrendo a Bahia Manzano, Villa La Angostura, Lago Correntoso e Cerro Bayo.

SAN MARTIN DE LOS ANDES x 7 LAGOS
            Caminho à San Martin de Los Andes passando pelo “Camino Siete Lagos” é uma rota que faz um circulo na região, margeando 7 lagos: Lago Nahuel Huapi, Lago Correntoso, Lago Espejo, Lago Villarino, Lago Falker, Lago Traful e Lago Meliquima. Pode-se fazer de carro locado, agencia de turismo ou pegar o ônibus no terminal até San Martin, companhia “Via Bariloche” saídas às 09hs, ou caminho dos 7 lagos: Companhia “ALBUS” saídas às 11:30hs e retorno às 18hs.

VILLA LA ANGOSTURA
            Pequena cidade à 1hora e 15 minutos de Bariloche, há ônibus em vários horários saindo do terminal.

EL BOLSÓN
            Cidade esotérica e para mochileiros, fica a 2 horas de Bariloche, existe muitas opções de Trekking, o melhor é ir e ficar 3 ou 4 dias, mas pode-se fazer um bate e volta para conhecer a feira de artesanato ou Serro Amigo, há ônibus saindo deste as 07hs da manhã de Bariloche pela companhia “Via Bariloche”



VILLA TRAFUL
            Pequena cidade às margens do Rio Traful, ônibus saindo de Bariloche nas segundas, terças feiras, sábados e domingos às 10hs

PASSEIOS DE BARCO
            Os principais são

 ISLA VITORIA Y BOSQUE DE ARRAYANES – Saídas diárias às 13hs retorna às 18hs

PUERTO BLEST Y CASCATA DE LOS CANTAROS – Saídas às 10:00 e retorno às 18hs

CRUCE DE LAGOS AO CHILE- Saídas diárias com duração de 1 ou 2 dias.
IMPORTANTE: Todas as agências fecham pacotes, mas é mais barato fechar diretamente no porto, tome o ônibus de número 20 e baixe no Puerto Pañuelo. Em junho o preço era de 290 pesos + 15 pesos de taxa de embarque (os passeios de 1 dia) diretamente no Porto e nas agências de 350 pesos. Pode-se fechar o Cruce de Lagos Também, preço estava 250 dólares.
            Bom, se não esqueci nada é isso aí, aproveitem bastante Bariloche, e qualquer dúvida envie uma pergunta.
            Agora estamos em Pucon no Chile, logo postarei sobre a cidade...