segunda-feira, 3 de junho de 2013

COMO MOCHILAR EM BARILOCHE

San Carlos de Bariloche ou simplesmente Bariloche como é conhecida, é uma cidade da Argentina, localizada na Província de Rio Negro, junto à Cordilheira dos Andes na fronteira com o Chile. Está rodeada por lagos (Nahuel Huapi, Gutiérrez, Mascardi) e montanhas, como o Cerro Tronador (3354 m de altitude, na fronteira com o Chile), o Cerro Catedral (movimentada estação de esqui) e o Cerro López. Possui cerca de 130 mil habitantes.
O nome Bariloche é uma palavra mal escrita que provém da palavra "Vuriloche" que na língua mapuche, significa "povo de trás da montanha". Isto porque seus primitivos habitantes, os índios mapuches, eram originários do outro lado da Cordilheira dos Andes.
 Em meados do século XVII e início do século XVIII, a zona foi objeto de viagens dos missionários do Chile, entre os que se contam estão os padres: Diego Rosales, Nicolás Mascardi, Felipe Laguna e Juan José Guillelmo. O primeiro homem branco que chegou à região vindo das regiões próximas ao Atlântico foi o Dr. Francisco Pascasio Moreno, que na época tinha 23 anos.
A fundação da cidade deu-se em 1895, quando um imigrante alemão, Karl (Carlos) Wierderhold, criou ali um armazém. Em 1902, tornou-se a cidade de San Carlos de Bariloche. Sua arquitetura, principalmente na área central, lembra a de cidades alemãs e austríacas.



Nossa estada em Bariloche foi muito boa, mas poderia ter sido bem melhor se tivéssemos feito outras escolhas e o tempo tivesse colaborado... Chegamos por via terrestre provenientes de Puerto Montt, o ônibus passa na cidade de Osorno e de lá segue para território argentino passando por Puyhue.
Segui na companhia Andesmar, o ônibus era bom e prestam serviço de bordo, ofereceram café da manhã



 e um sanduíche presunto e queijo no almoço (claro que tivemos que tirar o presunto). A viagem é muito bonita, não pudemos apreciar a paisagem devido à chuva que nos acompanhou durante todo o percurso.
Margeamos lago Puyehue e depois da fronteira com Argentina seguimos a maior parte do caminho contornando o lago Nahuel Huapi passando por Villa Angostura.
 Ficamos hospedados na Hostelaria Portofino, no centro de Bariloche, super bem localizada e muito confortável, o preço foi muito bom, só o atendimento que deixou a desejar, tivemos problema com o pagamento, pois fizemos a reserva pelo booking, os valores são em dólar, que deverão se convertidos na taxa oficial do dia do pagamento, e a dona do hotel queria fazer a conversão no cambio negro!!! 
Chegamos às 17horas e mudamos nossos relógios para 18horas, aqui eles não possuem o horário de inverno como no Chile. Na rodoviária possui um ótimo balcão da prefeitura para atendimento ao turista, lá consegui os mapas da cidade e região e algumas informações. Não existe casa de cambio no terminal rodoviário, conseguimos uma loja de conveniência que aceita cambiar dólares, reais e euros, fui obrigada a trocar cem dólares mesmo com o cambio ruim, pois precisava pagar o ônibus...
Tomamos um ônibus em direção ao centro, foi preciso comprar o tick com antecedência, ele nos deixou à uma quadra do hotel, a dificuldade em subir com as malas nem preciso falar J.
Logo que descemos no hotel já saímos para conhecer a cidade, estávamos à uma quadra do centro cívico e das ruas principais, ficamos maravilhados com a arquitetura e beleza da cidade,




Os preços também eram muito bons (para quem faz cambio com dólares, vou explicar mais abaixo no tópico como mochilar em Bariloche), somente o famoso chocolate é que tem o preço mais alto. Caminhamos pelo centro e paramos para comer uma pizza, fazia tempo que não comíamos uma pizza de verdade, me fartei, estava deliciosa, pegamos algumas informações na cidade porque a recepcionista do hotel não sabia nada de Bariloche (brincadeira né!), e retornamos para descansar.
Não passamos muito bem à noite, tivemos muita dor de cabeça e vomitei, acho que comemos alguma porcaria em Puerto Montt que não fez bem, mas levantamos cedo para aproveitar o dia na cidade, estávamos ansiosos para conhecer as belezas da região.
Às 10 horas saímos do hotel e o tempo estava todo fechado, quase tive um piripaque, pensei comigo, mais chuva não!!! Caminhamos no centro da cidade e estava tendo um evento que comemora a “Independência da Argentina”, haviam festividades com militares e várias pessoas,



tiramos algumas fotos e voltamos a caminhar, mesmo com o tempo fechado, decidi tomar um ônibus e encontrar um local para um trekking, tomamos o número 20 e paramos no “Puerto Pañuelo” ,



em frente ao famoso hotel Llao Llao, de lá caminhamos até a portaria do Parque Llao Llao e fizemos uma trilha rápida de 3 horas até o lago Perito Moreno,




o tempo ali já estava abrindo e programamos para passar no cerro Campanário na volta para conseguir observar toda a região sem nuvens. E conseguimos, chegamos ao cerro com o tempo totalmente aberto e subimos o teleférico até o cume.



A paisagem dali é fantástica, sensacional, um dos locais mais lindos que já passei,



 o vento estava muito forte e fazia muito frio também, entramos na cafeteria e resolvemos comer uma pizza, pois já eram 16hs e não havíamos lanchado ainda...



Estava deliciosa e o preço muito bom também!!! Um viva ao cambio negro!!! Hehehehe. Voltamos para o hotel e começamos a passar mal, Ricardo teve febre alta, 39° e não cedia com medicamento, queria levá-lo ao hospital mas ele se negou, eu tive uma bela diarréia e não saí do banheiro!!! Faz parte da viagem, pensei, amanhã estaremos melhor!!!
No dia seguinte, Ricardo estava bem, saímos cedo para visitar o Parque Gutierrez e o museu de Geologia e Paleontologia da Villa Los Coihues, fomos recebidos pelo curador do museu Rodolf que recentemente fez uma bela descoberta para a botânica.




Do museu seguimos ao Parque Gutierrez e caminhamos até o mirante do lago e cascata de Los Duendes.








O lago é fantástico, aproveitamos o sol e o bom tempo para apreciar a tranqüilidade e beleza do local.




Logo Ricardo começou a sentir calafrios e voltamos para o hotel, estava com febre novamente, dei-lhe um comprimido e praticamente brigamos porque queria levá-lo ao hospital, e como um bom homem ele negou... passado uma hora, a febre que estava 38° foi para 39° , tive que aplicar uma injeção de buscopan, pois não havia levado dipirona injetável... ele melhorou, mas não baixou de 38° e passei a noite acordada colocando compressas frias enquanto ele delirava... um sufoco!!
Pela manhã havia muita chuva e já havia combinado um taxi para irmos ao hospital, Ricardo que acordou melhor disse que não iria, que estava bem e se voltasse a ter febre aceitaria ir ao hospital... quase enfartei, esses homens são muito complicados...
Passamos o dia no hotel, e ele realmente melhorou, teve diarréia e acho que colocou para fora o que estava lhe fazendo mal, tratei de hidratá-lo bem e à noite ainda conseguimos assistir o filme do “Homem de Ferro 3” no cinema local.



O quarto dia foi de muita chuva também, resolvemos passar na Villa Traful e perdemos o ônibus, tive que controlar minha fúria, porque aqui os ônibus não tem plataforma certa para saírem e vc compra o ticket em uma empresa e um ônibus de outra empresa faz o trajeto, uma verdadeira bagunça essa rodoviária, Retornamos para cidade, onde almoçamos em um belo restaurante vegetariano e comemos muuuuito chocolate.
No dia seguinte fechamos um passeio ao Tronador, que nos levou ao principal setor do parque Nahuel Huapi, visitamos a base do maior cerro de Bariloche e o mirante do Glacial Ventisquero Negro.
 A chuva desses dois dias produziram as primeiras nevascas do ano, e as montanhas agora estavam com neve em seus cumes.



Os locais que visitamos foram lindos, mas o passeio foi uma droga, Bariloche é uma cidade para turismo, resumindo ficamos mais tempos parados em uma cafeteria e restaurante que na base do Cerro e Glacial... uma lástima, mas nos rendeu boas fotografias.







O último dia deixamos para visitar El Bonsón, que estava sob um dilúvio,



tivemos que nos contentar com uma visita à uma cafeteria e algumas fotos da cidade (feitas sob o guarda-chuva) enquanto esperávamos o próximo ônibus de volta à Bariloche L





Ficamos 1 semana na cidade, e nestes dias perdemos ônibus, fizemos uma viagem de 2 horas para descer do ônibus e pegar o primeiro de volta, tivemos intoxicação alimentar, enfim, muitos altos e baixos, mas valeu cada minuto J, só não aproveitamos mais pelo mau tempo e por não ter estudado previamente os atrativos, pois Bariloche é uma cidade para turistas e não mochileiros. Por esse motivo, vou colocar todas as dicas de Bariloche para quem quiser visitar a cidade aproveitar da melhor maneira cada atração, então vamos lá:



COMO MOCHILAR EM BARILOCHE



            A primeira coisa que se deve saber sobre Bariloche ou qualquer cidade da Argentina é sobre o dinheiro... Geralmente fazemos uma salada quando viajamos, levamos dólares, reais, cartão de crédito e de débito, para Bariloche você deverá levar exclusivamente “DÓLARES”, esqueça cartões de crédito e débito, reais então nem pensar, economize e compre dólares no Brasil, porque o cambio aqui é muito bom... O que acontece nas cidades argentinas, basicamente e resumidamente, é que existe um limite para se comprar dólares, ou seja, a entrada da moeda no país é controlada pelo governo, então todos os cidadãos argentinos ficam loucos por dólares, e essa procura pela moeda faz aparecer um câmbio diferente do oficial,vamos chamá-lo de câmbio negro, não que seja criminoso ou algo assim, mas em vários lugares o cambio de dólares é bem maior que a taxa oficial, vou explicar melhor com números:

CAMBIO OFICIAL
CAMBIO NEGRO
1 DÓLAR
5.3 pesos argentinos
8.2 pesos argentinos
1 REAL
2.3 pesos argentinos
Não existe

            Como conseguir o cambio negro???
            Muito fácil, algumas casas de cambio oficiais já o fazem. Como a concorrência ficou muito alta elas tiveram que aderir e compram dólares dos turistas à um preço mais alto. Se você for a alguma casa de câmbio e não conseguir cambiar por esses valores, caminhe um pouco e pergunte em lojas, restaurantes ou cafeterias, todos eles trocam dólares. IMPORTANTE: NUNCA ACOMPANHE PESSOAS QUE FICAM NAS RUAS OFERECENDO CÂMBIO DE DÓLAR, MESMO QUE A MELHORES PREÇOS, É FURADA, VOCÊ PODE ACABAR SENDO ROUBADO, já no comércio em geral é seguro. Em Bariloche você não precisa se preocupar com isso, vá direto à primeira casa de cambio da rua Belgrano (que segue em frente ao centro cívico), ela troca com o mesmo preço das lojas e é bem seguro.
            Resumindo, se você levar dólares, 1 real vai lhe render 4 pesos argentinos e isso vai deixar sua viagem bem mais barata...

            A segunda coisa que você deve saber sobre Bariloche, é que a cidade oferece diferentes opções de acordo com a estação do ano. No outono muitas das opções já vão se esgotando e no inverno a cidade se resume em neve por todos os lados e os parques nacionais estão quase todos fechados, impossibilitando fazer trekking. Eu visitei Bariloche no finalzinho do outono e começo do inverno, chegamos e as belas montanhas e cerros que contornam Bariloche estava sem um centímetro de gelo, e em dois dias de chuva já produziram uma paisagem com picos nevados. Sinceramente, não voltaria em Bariloche para inverno, para quem quer ver neve, vá à Santiago, suba as cordilheiras e visite as estações de esqui, que são várias e têm muita neve, Bariloche tem belezas demais para serem vistas e no inverno o gelo consome a maior parte delas. No verão os parques nacionais estão com todas suas trilhas e rotas abertas, e podem ser feitas em segurança, e o clima é quente e seco (janeiro e fevereiro), você vai poder aproveitar os incontáveis lagos da região para um bom mergulho, já o restante do ano é chuvoso, com muita água especialmente no outono e inverno.

COMO CHEGAR A BARILOCHE
A cidade possui um Aeroporto Internacional: Teniente Luis Candelaria que está equipado para receber jatos, e opera voos domésticos e internacionais para países vizinhos. Por rodovia, fica a 1638 km ao sul da capital argentina, Buenos Aires. Liga-se ao Chile por rodovia (cerca de 130 km até a fronteira, e mais 115 km até a cidade chilena de Osorno), havendo a opção, para turistas, de travessia em percursos alternados entre barcos e ônibus, num passeio conhecido como Cruce de Lagos, até Puerto Montt.
            Para se tomar ônibus, a sua principal ligação é a cidade de Osorno, mas se pode comprar passagem nas cidades de Temuco, Pucon, Valdívia, Puerto Varas e Puerto Montt. As empresas que fazem o trajeto são várias, as principais são Via Bariloche e Andesmar. Tem ônibus direto da cidade de Buenos Aires, mas são 23horas de viagem.

A CIDADE
            A cidade de Bariloche é muito linda, possui uma arquitetura singular e muito elegante, é rodeada pelo lago NAHUEL HUAPI e fica dentro do parque nacional com mesmo nome.
O parque NAHUEL HUAPI compreende uma imensa área que abrange as cidades de Bariloche e Villa Angostura e todos arredores, este parque possui subdivisões e várias portarias e pontos de diferentes níveis de conservação, o setor principal do parque fica à mais ou menos 30 km de Bariloche, próximo à Villa Mascadi, e ali é o ponto de entrada para se chegar ao Cerro tronador.
O centro cívico, para quem quiser saber mais sobre a história do local, fica próximo ao centro comercial da cidade e possui um museu e um amplo centro de informações turísticas (aconselho passar ali primeiro e pegar os mapas da cidade e região, que são super completos, possuem inclusive as linhas de ônibus que levam para os principais pontos turísticos). Próximo dali está também o centro de informações sobre montanha, onde é possível recolher todos os dados sobre trekking e escaladas da região. IMPORTANTE: EXISTE ALGUNS LOCAIS PARA SE FAZER TREKKING QUE É NECESSÁIRO SE CADASTRAR PRIMEIRO, PARA SUA PRÓPRIA SEGURANÇA, É GRATUITO E PODE SER FEITO NESTE CENTRO.
Os ônibus fazem todo o trecho urbano e os principais atrativos da cidade, porém é necessário comprar o boleto com antecedência ou um cartão que pode ser recarregado conforme sua necessidade, existem guichês em supermercados e no terminal rodoviário, é só perguntar que te informam.
            Os táxis cobram um valor fixo pela corrida, e geralmente não são caros, eu paguei muito barato do centro ao terminal rodoviário (30 pesos), mas para fora da cidade não utilizei.
            Aluguel de carros, infelizmente não pesquisei, a maior furada da minha viagem porque a gasolina sai a 2 reais o litro... e existem muitas coisas para se ver fora da cidade...  arrependimento L
            Chocolates, essa é a maior tentação de Bariloche, simplesmente fantástico e sensacional, são deliciosos os chocolates e há muita oferta deste produto, existem dezenas de lojas de chocolate espalhadas pela cidade, a maioria delas na rua Belgrano. Minha sugestão é que comprem chocolate na loja “Chocolate PATAGONICO” fica na rua Belgrano 33, é a segunda loja de chocolate saindo do centro cívico na calçada do lado esquerdo. A loja é bem pequena se comparada as outras, principalmente ao chocolate “Turista” que é a maior, porém seu chocolate é o mais saboroso, é tem o melhor preço, quando comprei as outras lojas estavam 268 pesos o kilo e nesta estava 160 pesos o kilo. Se quiser escolher outras opções, prefira as casas pequenas, que tem chocolate a preços menores e são artesanais...

ATRATIVOS
            Neste tópico vou descrever os principais passeios que oferece as agencias locais e dizer como realizá-los sozinho.

CIRCUITO CHICO Y PUNTO PANORAMICO (lago Nahuel Huapi, Cerro Campanário, Playa Bonita, Península San Pedro, Bahia López e Laguna El Trébol) – Na verdade o Circuito Chico é um caminho que possui vários pontos panorâmicos em sua rota.
            Esse circuito pode ser feito de ônibus, é necessário tomar vários ônibus, primeiro toma-se o número 20 e parar no hotel Llao Llao, ali se toma outro ônibus para o circuito Chico que começa Dalí, e na volta pode-se parar no Cerro Campanário e de lá para cidade de Bariloche.
O ônibus vai somente passar por esses locais, não irá parar para você fazer fotos. Cerro Campanário: possui a vista mais bonita de Bariloche, você precisará parar também ali, subir de teleférico (o mais barato dos principais cerros de Bariloche – 60 pesos) ou caminhar 1 hora até o cume. O Cerro Campanário sem dúvida é um local indispensável para conhecer em Bariloche, vale muito à pena, e quem quiser tomar um chocolate quente na cafeteria acima do cerro, não se preocupe, os preços são muito bons, até menores que na cidade, pagamos 60 pesos em uma pizza média de mussarela...
            O circuito Chico também pode ser feito de bicicleta, para quem gosta de pedalar e oferece a oportunidade de parar nos principais pontos do trecho, porém é um pedacinho longo, mais ou menos 40 km ida e volta do centro de Bariloche.
            Carro locado, a quantidade de locais para ir é infinita, então se vc quer aproveitar, loque um carro e faça os passeios de auto, incluindo o circuito Chico.



CERRO CATEDRAL
É o Segundo cerro mais alto de Bariloche, ali funciona o maior centro de esqui da região, pode-se chegar até dois mil metros pelo Teleférico, possui uma bela vista, mas não se compara com a do Cerro Campanário. Este passeio é mais indicado para quem quer fazer montanhismo (no verão) pois Possui vários trechos de trekking de média dificuldade à muito alta (pegue informações no centro de montanhismo da cidade), é possível chegar ao cume caminhando desde a base no verão (porém não recomendam que faça), ou subir o teleférico que custa 130 pesos. Possui também um funicular (não sei se sobe até o cume pois não conheci o cerro). Pode-se tomar ônibus de número 50 para chegar até a base.

CERRO OTTO
É um cerro exclusivos para Turistas, vendem boleto para subir pelo teleférico em vários locais pela cidade e o do ônibus também. No topo do Cerro a maior atração é única confeitaria giratória do país. Não há caminho para subir caminhando, e o valor do teleférico é de 120 pesos.

CERRO TRONADOR



O Cerro tronador fica dentro do setor principal do parque nacional NAHUEL HUAPI, à 30km da cidade e 40 km da portaria do parque, para chegar até sua base somente por carro locado ou contratando um passeio nas agências da cidade, no verão existe um ônibus que leva até a base do cerro, mas funciona durante 2 ou 3 meses no ano (segundo informações colhidas J). Os passeios são todos iguais em qualquer agência, se paga 220 pesos por pessoa mais a entrada do parque que é 65 pesos, eles param durante o trajeto em pontos principais, mas não aconselho a fazer, é muito melhor alugar um carro e conhecer outros setores do parque como a cascata Alerces.



Ali se pode pernoitar, no verão existem várias opções, hotéis e refúgios, pois existem trilhas de média dificuldade para seguir que levam à refúgios e camping, no inverno a maior parte dos hotéis ficam fechados.
IMPORTANTE: O Caminho para se chegar a base do Cerro Tronador e outros locais do parque é de mão única, por isso existem horários fixos para subir e para descer, estive em Bariloche dias 23 à 31 de maio de 2013 e os horários estavam assim:
MONTE TRONADOR
Ida – mão única 10:30 às 14:00 hs
Volta – mão única 16:00 às 18:00 hs
Mão dupla – 19:30 às 09:00 hs

CASCATA LOS ALERCES
Ida – mão única 14:00 às 17:00 hs
Volta – mão única: 11:00  às 13:00 hs
Mão dupla – 18:00  às 10:00 hs
LAGO STEFFEN
Ida – mão única 10:00 às 14:00 hs
Volta – mão única 15:00 às 20:00 hs
Mão dupla – 21:00 às 07:00 hs

CIRCUITO GRANDE
            Como no circuito Chico, é um caminho que se faz passando por pontos panorâmicos, se faz com agências ou carro locado. Rodeando o lago Nahuel Huapi, recorrendo a Bahia Manzano, Villa La Angostura, Lago Correntoso e Cerro Bayo.

SAN MARTIN DE LOS ANDES x 7 LAGOS
            Caminho à San Martin de Los Andes passando pelo “Camino Siete Lagos” é uma rota que faz um circulo na região, margeando 7 lagos: Lago Nahuel Huapi, Lago Correntoso, Lago Espejo, Lago Villarino, Lago Falker, Lago Traful e Lago Meliquima. Pode-se fazer de carro locado, agencia de turismo ou pegar o ônibus no terminal até San Martin, companhia “Via Bariloche” saídas às 09hs, ou caminho dos 7 lagos: Companhia “ALBUS” saídas às 11:30hs e retorno às 18hs.

VILLA LA ANGOSTURA
            Pequena cidade à 1hora e 15 minutos de Bariloche, há ônibus em vários horários saindo do terminal.

EL BOLSÓN
            Cidade esotérica e para mochileiros, fica a 2 horas de Bariloche, existe muitas opções de Trekking, o melhor é ir e ficar 3 ou 4 dias, mas pode-se fazer um bate e volta para conhecer a feira de artesanato ou Serro Amigo, há ônibus saindo deste as 07hs da manhã de Bariloche pela companhia “Via Bariloche”



VILLA TRAFUL
            Pequena cidade às margens do Rio Traful, ônibus saindo de Bariloche nas segundas, terças feiras, sábados e domingos às 10hs

PASSEIOS DE BARCO
            Os principais são

 ISLA VITORIA Y BOSQUE DE ARRAYANES – Saídas diárias às 13hs retorna às 18hs

PUERTO BLEST Y CASCATA DE LOS CANTAROS – Saídas às 10:00 e retorno às 18hs

CRUCE DE LAGOS AO CHILE- Saídas diárias com duração de 1 ou 2 dias.
IMPORTANTE: Todas as agências fecham pacotes, mas é mais barato fechar diretamente no porto, tome o ônibus de número 20 e baixe no Puerto Pañuelo. Em junho o preço era de 290 pesos + 15 pesos de taxa de embarque (os passeios de 1 dia) diretamente no Porto e nas agências de 350 pesos. Pode-se fechar o Cruce de Lagos Também, preço estava 250 dólares.
            Bom, se não esqueci nada é isso aí, aproveitem bastante Bariloche, e qualquer dúvida envie uma pergunta.
            Agora estamos em Pucon no Chile, logo postarei sobre a cidade...



9 comentários:

Rebeca xP disse...

Vo fazer um mochilão esse ano do dia 23-09 ao dia 08-08 e minha maior preocupação é n conseguir fazer trekkings devido ao clima. Meu roteiro é Santiago-Pucon- San Martin de Los Andes- Villa Angustura- Bariloche- Buenos Aires.
Vc sabe se nesse período (é o final do inverno) as trilhas estão abertas? Não gosto muito de neve, pq além de encarecer muito os esportes, dxa a paisagem muito igual, mas n tenho outra data pra ir e estou muito preocupada de não conseguir fazer trilhas em Pucón.
Outra coisa que gostaria de perguntar é o q tem pra fazer em bariloche, fora o circuito do chico e o cerro campanário (que ja estão na minha programação) que não seja tão caro, ou que possa ficar mais barato indo de onibus ou a pé. Não to muito afim dos lugares turísticos, quero ir pra curtir a natureza e o visual mas em pagar pouco.

Eliza Inez disse...

Olá Rebeca, eu não entendi as datas 23 de setembro à 08/08???
Se você for nessa época em Pucon, vai pegar muuuita neve ainda, mas creio que possa fazer trekking no Parque Nacional Huerqueue, mas vai pegar bastante neve próximo aos lagos, estive em 25 de outubro de 2011 ali e estava com bastante neve, de uma olhada nas fotos no blog do Ricardo http://paporecicladocomricardoinez.blogspot.com.br/2012/05/parque-nacionalhuerquehue-o-lugar-dos.html , e em Pucon há muitos lugares para ir sem neve, fique tranquila...

Sobre Bariloche, você pode fazer como eu fiz, seguir ao parque Llao Llao e fazer as trilhas e no outro dia ir ao lago Gutierrez e seguir as trilhas do Parque que são curtas e não devem ter muita neve nessa época...

Bruno Brum disse...

Olá Eliza, quantos dolares mais ou menos é necessário levar para o casal?
grato!

Eliza Inez disse...

Olá Bruno!

Depende de quanto tempo vão ficar, que tipo de atividades vão querer fazer e onde querem hospedar, hotéis baratos ou mais caros!!! me escreva um pouco do que gostariam de fazer e te digo mais ou menos o quanto necessitam.

Anônimo disse...

Ola Eliza... Bah guria adorei o blog...
Meu nome é Rafael e estou pensando em ir pra Bariloche 26/12 a 07/01/14, vou bem a estilo mochilão mesmo, gostaria de saber se há áreas de camping e se eh uma epoca boa para trekking, se puder me informar sobre preço de hostell ou albergues e o custo medio diario (refeiçoes, transp, ingressos a pqs) agradeço, este eh meu e-mail rafaelwinck@gmail.com. Se alguem estiver por lah na mesma epoca da um manda um e-mail!!! Valeu e obrigado pelas dicas!!!!

Eliza Inez disse...

Olá Rafael, dá uma entrada no Booking (vc conhece booking?? se não conhece dá uma lida no post do roteiro Chile)e faz uma pesquisa de preço de hotéis para essa época que não sei te responder, quando fui era fora de temporada e janeiro e dezembro tb é temporada... pagamos super barato 30 dólares por dia, Há área de camping sim, no lago Gutierrez tem uma área de camping muito bacana ao lago do lago. Refeiçoes são mais ou menos 50 pesos por pessoa, o que vai sair mais ou menos 15/20 reais no cambio com dólares. Esta época é perfeita para trekking. Onibus mais ou menos 8 pesos a passagens e parque nacional o mais caro é o do serro tronador, que cobra 65 pesos...

Carla disse...

Oi Eliza! Veja se entendi sobre o cambio: Eu troco meus reais por dólares aqui no Brasil. Depois lá em Bariloche eu troco os dólares por pesos com o cambio em torno de 8,2 na casa de cambio da rua Belgrano, que é segura e troca por essa taxa. É isso?

Victor disse...

Oi, Eliza! Suas dicas vão ajudar na minha lua-de-mel!
Pergunta: não aceitam reais no comércio? Li que agora existe um "Real Blue" e, segundo o http://dolarblue.net/, está mais vantajoso levar reais do que converter dólares e levá-los para Bariloche. Recusaram receber reais? Ou a cotação não era boa?
Um abraço, Victor

Eliza Inez disse...

Bom Vitor, eu nao estive em nenhum lugar que aceitavam real, pode atè ser que aceitem mais em pouquissimos lugares, o real esta muito mal atualmente, para vc ter uma idèia estou na Bolivia e com o cambio em dolar de Bariloche as coisas saiam mais baratas la do que aqui...nao conhecco Real blue, mas eu recomendaria levar dolar mesmo, porque com real nao dà e com dolar sai tudo mais barato, pesquise um pouco mais sobre o assunto antes de se decidir, estive em Bariloche no final de maio, acredito que nao tenha mudado muita coisa nao...