domingo, 4 de agosto de 2013

ROTEIRO COMPLETO - SAN PEDRO DO ATACAMA & TRAVESSIA PARA SALAR DE UYUNI

Seguimos de La Serena direto para Calama, são aproximadamente 16 horas de viagem e sai mais barato ir para Calama e de lá para San Pedro do Atacama, saímos às 17hs de La Serena, depois de uma hora e meia fomos surpreendidos com um parque eólico que estava ao lado da estrada, cheio de hélices gigantes para produção sustentável de energia elétrica... Ricardo parecia uma criança admirando um doce...
Logo escureceu e paramos em Copiapó, ali demoramos uns 30 minutos, nos serviram um suco com bolacha e seguimos viagem.... depois das 23hs, o comissário passou fechando as cortinas e o pessoal começou a dormir, eu cochilei também, mas logo comecei a sentir o ônibus chacoalhar um pouco e já comecei a sonhar com estradas ruins, abismos... fiquei imaginado que estávamos na Bolívia e me deu um medo do que vamos enfrentar...
Fiquei acordada muito tempo durante a noite, meu ouvido estava doendo pelo barulho do ônibus, às 5hs ele parou e ascendeu as luzes, fiquei brava porque foi a hora que comecei a dormir e todos faziam barulho e começaram a conversar, eu continuei tentando dormir e de mau humor!! Pela janela era possível visualizar algumas montanhas e nada de luzes como nas cidades do sul, nenhum sinal de civilização...

PRIMEIRO DIA
O sol nasceu às 7hs, pude observar que no caminho era puro deserto, tudo seco, muita areia e pedras e nenhum sinal de vegetação, não havia cidades, nada, somente montanhas e terra...  um tempo depois começou a cair umas gotas de chuva, eu fiquei surpresa!!! Chuva no deserto!!! Como pode... Chegamos em Calama às 8:30, paramos no terminal Buses Atacama  e  disseram que havia outro terminal principal,preferimos descer no principal e descobrimos que nele não havia guichês que vendem passagem para Bolívia, tive que voltar para o terminal caminhando... quando comprei a passagem sai e fui surpreendida por uma chuva, quase morri de rir, mas pensei em:  San Pedro é diferente...
Logo que saímos da cidade a paisagem já começou a se modificar, as montanhas ficaram diferentes com formatos estranhos... Logo na chegada de San Pedro já parecia que estávamos em outro mundo de tão diferente que era... descemos no pequeno terminal de ônibus e haviam algumas pessoas oferecendo hostel, gostei do COVARVATSCH e já ficamos de cara, porque os preços são praticamente os mesmos... pagamos 25 mil pesos para os dois, é possível encontrar por 20 mil pesos, mas preferimos esse que era muito legal, cozinha grande e boa, bom banheiro compartido, o quarto era pequeno, mas bom e com internet.
A cidade de San Pedro é muito bonita, as ruas de de terra e quase todas as casas de adobe, Ricardo ficou encantado e apelidou de cidade de adobe.



Eu queria aproveitar o dia de hoje para fazer um passeio, então comemos um lanche e vimos os preços no hotel e na Colque Tour, indicada pelas mochileiros, como estava mais barato o pacote de passeios, fechamos ali mesmo na Colque Tour, os quatro passeios clássicos por 45 mil pesos por pessoa (Valle de La Luna, Lagunas Altiplánicas, Lagunas Cejas e Geyser del Tatio.
Escolhemos fazer o passeio do Valle de La Luna hoje, que sairia às 15hs. O primeiro local que paramos era um mirador, chamado Piedra del Coiote ou Quebrada Cari,



 a vista era incrível, já me sentia em outro mundo, só que tivemos um pequeno contratempo, os vulcões estavam todos tampados pelas nuvens e chovia fino, como um chuvisco... brincadeira né, chegamos em San Pedro do Atacama, um deserto e havia chuva...
Seguimos para o Valle da Muerte, também com formações rochosas muito exóticas...



 Entramos no parque Nacional Valle da Luna e seguimos para as cavernas



seguimos para visitar a formação rochosa das três Marias



e depois subimos Duna Maior para ver o pôr do sol,



Chegamos na cidade e fomos procurar folha de coca para mascar amanhã, porque vamos em uma altitude de 4 mil metros e o guia de hoje nos falou para levar que seria necessário... procuramos para comprar e ganhamos um pouco em um artesanato, seguimos para um mercado para comprar o que faltava e fomos para o hotel,  fiz uma macarronada com salada de alface, ficou deliciosa, comemos e voltamos para o quarto. Arrumamos algumas de nossas coisas e logo fomos dormir

SEGUNDO DIA

O celular despertou às 03:30hs, levantei assim que ele despertou, fui ao banheiro e não estava frio, mas eu coloquei todas as calças que tenho, só ficou a calça Jens para fora e todas as blusas de frio também... Saímos do hotel mais ou menos 4:20 e pegamos mais algumas pessoas, logo seguimos rumo ao parque nacional Geiser del Tatio.
Dentro do ônibus estava muito quente, colocaram a calafetação bastante alta e ficamos com muito calor, seguimos mais ou menos 1 hora e meia e chegamos na entrada do parque, me abriguei, pagamos a entrada e descemos para o banheiro, o guia nos deu algumas explicações, principalmente para termos cuidado com os caminhos fora da trilha, pois há geisers inativos que podem voltar a funcionar a qualquer momento, e disse que já houve acidente com pessoas que caíram nos geisers... A expectativa para sair do ônibus era grande, que temperatura iríamos pegar e passaríamos frio??? Sai e para minha surpresa estava super tranquilo, não senti frio, fui ao banheiro e havia algumas pessoas que estavam se enrolando e tremendo de frio, voltamos e o guia nos disse que estava- 4° e que já estava abaixando a temperatura porque com o sol a tendência é ficar mais frio.
Seguimos em direção ao geisers e descemos do ônibus, recebemos a explicação do fenômeno que acontece pela manhã e é mais visível ao nascer do sol e vai perdendo a força durante a manhã. Ele nos explicou que existem dois vulcões ativos naquela região e no caminho entre eles o magma passa abaixo e aquece os lençóis que água que estão acima.



observamos um gêiser que é cíclico, fica 1 minuto e meio parado e 17 segundos em ebolição, depois ele nos deu 30 minutos para percorrer o parque e depois deveríamos voltar para tomar o café da manha.
 Seguimos caminhando e admirados com a beleza do lugar, os gêiseres são bonitos, mas o local que eles estão é mais... o frio realmente aumentou, mas não sentimos nada, estávamos muito bem agasalhados, confesso que nem queria fazer o passeio pelo medo do frio, mas passamos super bem, algumas pessoas voltaram para o ônibus e sentiram-se mal, outras estavam enroladas em cobertores e saco de dormir, a temperatura chegou à -9° e estávamos tranqüilos como se estivesse 20° J.
 Caminhamos em toda área acessível e voltamos para o café da manhã, serviram café, chá, leite, suco, pão com queijo, geléia e manteiga, enquanto comíamos conversamos com um casal de brasileiros muito bacana de São Paulo,  super boa onda como dizem no Chile!!
 Após o café da manhã seguimos para a piscina de água quente, 




 eu tirei quase toda minha roupa, porque já sentia calor, Ricardo até foi preparado para entrar na água mas desistiu, conhecemos a região que era igualmente linda e havia também bastante gêiseres, de lá seguimos para o rio Putana e no caminho vimos um grupo de vicuñas,



a paisagem do caminho é sensacional, muito linda, já conseguíamos ver os vulcões e o contraste com o deserto era incrível... Chegando no rio descemos para fotos,  ali pude ver uma das mais belas paisagens da nossa viagem, fiquei encantada com a beleza da região




seguimos ao povoado Machuca onde os turistas fizeram fila para comer carne de Ilhama, que mau gosto... subimos até a igrejinha que data de 1933, super bonita feita de adobe,



 voltamos em 30 minutos e seguimos de volta a San Pedro no caminho mais lindo que já percorri na vida, cheio de vulcões, montanhas nevadas e um lindo lago que recebe visita de centenas de flamingos no verão!!! Chegamos em San Pedro às 12hs, eu estava bastante cansada, fomos direto ao hotel, Ricardo foi se banhar e fiz um delicioso almoço, estrogonofe de abóbora, arroz e uma bela salada, comemos e deitei um pouco para descansar, às 14hs tomei um belo banho e saímos para conhecer a cidade,
Voltamos para o hotel e recebi o recado que era para ir na agência, fomos e nos disseram que o a caminho para as Lagoas altiplanicas estava fechado pela neve, trocamos nosso passeio, amanhã faremos Lagoa Cejar e segunda-feira Lagoas altiplanicas...
Chegamos no hotel e  Ricardo sugeriu que eu pesquisasse sobre Uyuni na internet e assim fiz, entrei no mochileiros e comecei a ler os tópicos, fiquei super preocupada pois li sobre um acidente super grave com brasileiros e cheguei a conclusão que o salar no inverno é super perigoso, que há alguns locais que nevam e a entrada fica fechada... os motoristas da Bolívia bebem muito e é muito comum acidentes lá, fiquei assustada...

TERCEIRO DIA
Acordamos às 07hs e às 8hs fomos tomar café, pedi para Ricardo ir comprar yorgurt, quando ele saiu viu uma agencia que aluga bicicletas ao lado e me disse que alugavam por 5 mil pesos a bike por dia, resolvemos passar lá  e perguntar se alugavam bike para metade do dia, conseguimos 4 horas por 3 mil pesos e ainda uma bela dica do dono da loja que sugeriu seguirmos para Ruínas “El Pukara de Quitor”, abastecemos de água e seguimos,



Os caminhos são perfeitos para fazer de bike, não há subida tudo em linha reta, pedalamos uns 15 minutos e chegamos na portaria das ruínas, que está há 3km de San Pedro e é um ótimo passeio para fazer metade do dia, dá para ir caminhando tranquilamente, pegamos a bike porque queríamos seguir mais a frente... pagamos 3 mil pesos e subimos as ruínas, ficamos impressionados com a beleza e tamanho da fortaleza construída pelos Atacameños.



Havia uma trilha que estava fechada mas eu pulei a cerca e descemos pelo caminho inverso,



depois da visita às ruínas subimos um cerro que possui um monumento  em seu topo em memória aos indígenas que morreram ali.



descemos e passamos na Plaza Quitor,




 foi um passeio incrível, gastamos 2 horas e meia ali, valeu muito a pena..
Atravessamos o rio e seguimos de bicicleta mais 40 minutos e voltamos para cidade, passamos na agência de ônibus para ver horários de saída para Calama e fui preparar o almoço, havia um casal de rapazes cozinhando e conversei bastante enquanto fazia o almoço, eles ficaram de olho na minha comida e fazendo perguntas hehehe, fiz panqueca de queijo e legumes salteados (batata frita, pimentão, brócolis, abobrinha), comemos e fui me banhar para o passeio da tarde à Laguna Cejar.
 Saímos às 15hs para agência Colque Tours, aproveitei e perguntei sobre o passeio ao Uyuni, disseram que fazem por 60 mil pesos para nós, pensei nos gastos que teremos para pegar o ônibus para Uyuni e como teremos que dormir em um hotel as passagens mais hotel vão dar  50 mil pesos, então resolvemos fazer o passeio por San Pedro mesmo ...
Saímos em direção à Laguna Cejar com apenas 8 pessoas no tour, estava super legal, paramos na Laguna Cejar, pagamos 2 mil pesos e paramos em frente à Laguna Piedra que é a liberada para banho, Ricardo e eu voltamos para conhecer a Cejar que é a mais linda,



ficamos 30 minutos e voltamos para nos banhar na Laguna Piedra que é tão salgada que não é possível afundar nela, estava muuuuito gelada...



nos lavamos com um pouquinho de água que a agencia leva (uma dica é levar água para se lavar porque a agência leva pouca) e seguimos para “Ojos de Salar” que são dois buracos de água doce no deserto de sal, os poços são muito fundos e idênticos, é possível banhar-se nele, mas é mais gelado que a laguna Piedra e possui cerca de 40 metros de profundidade, havia alguns loucos pulando, mas do nosso grupo ninguém se atreveu...



seguimos para o destino final de nosso passeio a Laguna Tebenquiche, que é a mais linda e produz um incrível reflexo dos vulcões... 



ficamos ali até o sol se pôr, tiramos muitas fotos e depois nos ofereceram um suco, pisco sur de limão, batata chips e amendoim salgado, conversamos bastante e a galera tomou todo pisco, já que éramos um grupo pequeno e Ricardo e eu só experimentamos sobrou muito e o pessoal se fartou. 
Depois do por do sol seguimos para San Pedro e conversamos bastante tempo na agência sobre o passeio para Uyuni e colocamos nossos nomes para em dois dias mais, passamos para devolver as passagens mas estava fechado, voltamos para o hotel e tomamos um belo banho para tirar todo o sal do corpo.

QUARTO DIA
Nosso destino hoje Lagunas altiplanicas, pontualmente às 6:30 chegou o motorista, seguimos pegando mais alguns passageiros e paramos em um hotel para tomar café da manhã, entramos e sentamos junto com o casal chileno que estava conosco ontem no passeio da laguna Cejar, o café estava bem gostoso, havia queijo, geléia, bolo... comemos e conversamos um bocado, saímos mais ou menos 7:15.
Nossa primeira parada foi no povoado Tambillo foi muito engraçado, que Gino (nosso motorista, o mesmo de ontem), disse: Aqui é Tambillo tem 550 habitantes, uma praça com uma igreja e dois cactos... quase morremos de rir, descemos e tiramos as fotos dos cactos e da bela igreja construída de pedra...
 Seguimos viagem e nossa próxima parada foi no salar do atacama, na lagoa  Chaxa que fica na reserva nacional dos flamingos, pagamos 2500 pesos por pessoa e assistimos a um vídeo de 15 minutos sobre a lagoa, depois seguimos para vê-la, estava cheia de flamingos,



Depois seguimos uma trilha no deserto de sal e chegamos a outro lado da lagoa, a visão ali é mais surpreendente, com os vulcões ao fundo refletindo na lagoa e um bando de flamingos ao fundo, indescritível...



Logo depois seguimos para as esperadas lagoas altiplanicas, antes paramos no povoado de Tocanao para fotos, e Dino brincou, agora vamos esquiar...
O que aconteceu é que as lagoas estão à mais de 4000 metros de altitude, e com a pequena chuva que pegamos no dia que chegamos produziu uma boa nevasca cobrindo a estrada de neve, o caminho ficou fechado 4 dias, até que uma máquina limpou um pouco da neve do caminho e foi liberado ontem, ele já havia nos dito ontem que seria impossível subir com a van, mas se disseram que estava liberado...
 Depois do povoado, entramos em um caminho de terra e já estávamos muito próximo da região dos vulcões, a vista era perfeita, avistávamos o salar do atacama de lá e a neve começou a fazer parte da paisagem, cada minuto que o carro subia ficávamos mais próximos dos vulcões e a imagem ia se tornando surreal de tão linda... em um certo ponto, vimos umas vans paradas, seguimos adiante, mas também não conseguimos subir, Dino perguntou se gostaríamos de subir, que eram 30 minutos de caminhada, e nos lembrou que estávamos à mais de 4 mil metros de altitude, eu disse que queria ir, e seguimos, Ricardo me falou para caminharmos lento, o casal da China que estavam conosco saiu na frente, logo estávamos Ricardo e eu e o casal de brasileiros e nossos novos amigos Chilenos ficaram para trás



Quando estávamos quase chegando, subiu uma camionete que levou os retardatários e nós subimos na raça!!! Hehehe 



Chegamos e estava cheio de pessoas, estava tão entusiasmada que passamos direto e nem pagamos a entrada, seguimos para laguna Miscanti pois a laguna Miñequez estava muito distante, descemos nos deliramos com a paisagem, simplesmente fantástica,



Rendeu até um bonequinho de neve!!



Terminada a admiração, voltamos e um homem nos falou que iria subir uma camionete para nos levar, huhuhu ficamos muito gratos à Dino que enviou este “regalo para nosotros”, descemos o caminho fazendo a maior festa



Ricardo até esqueceu a mochila na camionete, saímos atrás desesperados para pegá-la. Seguimos de volta à San Pedro cochilando... Chegamos às 13hs e fomos direto à companhia de ônibus “Buses Atacama” para devolver as passagens para Uyuni, falei com a atendente que não queria devolver porque não comprei a passagem em San Pedro, queria que eu voltasse para Calama para devolver a passagem... Insisti muito para ela ligar na empresa e falei com um responsável, que disse para ela me devolver o dinheiro e mandar as passagens por ônibus para eles... resolvido o problema, seguimos para casas de câmbio para trocar dólares para pagar o que nos faltava do passeio para Uyuni, no caminho, Ricardo viu a empresa World White Travel, e lembrou que o próprio guia que nos levou ao Geiser nos disse que essa empresa era muito boa, entramos e resolvemos perguntar sobre o passeio, o preço era 75 mil pesos, 10 mil à mais que as outras empresas da cidade e 15 mil a mais que o dono da Colque Tour fez para nós, mas confesso que a lábia da vendedora nos convenceu, disse sobre os equipamentos e me pareceu mais seguro, como estávamos muito receosos com o passeio, devido aos inúmeros relatos que vi no blog mochileiros sobre os acidentes da trilha, chorei um pouquinho e consegui baixar para 70 mil pesos por pessoa (140 dólares), e ainda ganhei uma garrafa de 5 litros de água, pois o passeio não inclui água e papel higiênico... A diferença do passeio era somente que no segundo dia ficaríamos hospedados em um hotel de sal nesta agência e na outra não!!

TRAVESSIA DESERTO – SAN PEDRO/ UYUNI

A Travessia San Pedro/Uyuni ficou fechada por 5 dias devido a grande quantidade de neve, tivemos muita sorte pois ela abriu um dia antes de fecharmos o passeio.

PRIMEIRO DIA

Levantamos às  06:40, nos arrumamos muito rápido e descemos para esperar a van que nos pegaria, eu estava muito ansiosa, a van atrasou 15 minutos e eu já queria ligar perguntando o que havia acontecido, às 7:50 ela chegou para nos pegar, passamos para pegar os outros tripulantes, duas garotas de Santiago Javiera, Denisa, e um casal de França e Estados-Unidos Nicolas e Steffani, muito bacana todos, seguimos para a aduana de Chile que está localizada na própria cidade de San Pedro do atacama, ali carimbamos nossos passaportes e esperamos alguns minutos a liberação da fronteira boliviana, estava fecha porque pela manhã se congela a água que desce do derretimento da neve e esperam até que o sol a descongele... Saímos às 8:30 e chegamos às 9:30 na Aduana Boliviana, que é super simples, uma casinha pequena e são super rápidos, somente carimbam o passaporte e nada mais, foi necessário pedir a eles 90 dias, porque carimbam apenas 30 dias,



depois de tudo certo, fomos tomar o café da manhã, eu estava morta de fome, estava muito gostoso o café, havia pão, bolo, presunto (para quem gosta de comer cadáver), queijo, geléia, margarina, suco, chá de coca, café e leite, estava farto, então comi bastante e fiz um sanduíche para levar, já que todos dizem que passam fome...



saímos às 10:30 e paramos na entrada da “Reserva Nacional de Fauna Andina Eduardo Avaroa”, fizemos nossos cadastros e pagamos 150 bolivianos por pessoa para entrar, caro...
saí e perguntei pelo banheiro, me disseram que teríamos que parar 3 bolivianos ou 300 pesos chilenos, não tinha pesos e nem bolivianos, cambiei somente o necessário para as entradas dos parques nacionais, achei um absurdo porque pagamos super caro para entrar, esse valor é equivalente à 25 dólares mais ou menos...
Seguimos nossa viagem e nossa primeira parada foi na Laguna Branca, super perto da entrada do parque,





depois seguimos para laguna verde igualmente bonita,



Logo depois das lagoas o motorista parou o carro para ver um defeito, fiquei preocupada mas ele disse que era tranquilo,



Seguimos para o deserto “de Dali”



Águas termais e lagoa termas de Pouque, foi a vista mais incrível, descemos e entramos na água que estava muito gostosa, super quente,




 Nos trocamos de qualquer jeito mesmo porque não há banheiros, fomos os últimos a sair porque Wilson estava concertando o carro, seguimos para os geiser,
Não gostei dali, sentia muito cansaço pois estávamos à 4800 metros de altura, Ricardo foi tirar fotos.



Eu estava com muita fome, peguei uma maça para comer e somente o fato de mastigá-la me causou falta de ar... incrível, não consegui comê-la inteira e a dei para Ricardo, logo que saímos dali, já eram 15hs, havia um jipe parado com a roda quebrada, ficamos quase 2 horas ajudandoseguimos para o refugio, e no caminho pudemos ver  quantidade de neve que havia caído há 6 dias e o porquê a estrada estava fechada, foi preciso uma máquina para limpar a estrada



 chegamos 16:30, adorei o refugio, muito limpo e bonito, ficamos em um quarto sozinhos e com cama de casal :)




Almoçamos muito rápido, ovo frito, purê de batata, salada de pepino e tomate, banana de sobremesa, 




saímos muito rápido para a Lagoa colorada, incrivelmente linda, havia poucos flamingos pelo inverno, o sol estava baixando e ventava muito, estava super frio, tiramos fotos e voltamos para o refúgio,




Logo que saímos chegaram uma turma que vinha de Uyuni fazendo o sentido oposto, conversei um pouco e Nicolas disse que o jantar estava servido, comemos sopa de entrada, macarronada e doce de pêssego de sobremesa, depois saímos para ver o céu, estava o céu mais lindo que vimos durante toda nossa viagem, ele estava completamente estrelado e como não havia construções nem montanhas, era possível vê-lo em um ângulo de 360°, não estava tão frio
Fomos dormir às 23hs e coloquei um cobertor dentro do saco de dormir e mantas por cima, estava super quente, mas fiquei assim mesmo esperando o frio chegar, porque nos relatos que li na internet todos diziam que passaram o maior frio neste refúgio e nosso guia disse que no inverno pode fazer – 30° e que nesses dias está entre -15° e – 20°.

SEGUNDO DIA
Foi uma das piores noites de minha viagem, não dormi quase nada, e não foi pelo frio... Ricardo dormiu logo que deitou, eu estava sentindo um pouco de dor de cabeça e havia tomado dipirona e um dramim para ajudar a dormir, mas a dor de cabeça não passou, sentia uma dor muito forte e constante, me incomodava muito e me sentia muito mal... Levantei para ir ao banheiro e quando voltei foi o maior sacrifício para entrar no saco de dormir, me cansei e senti falta de ar, estava sufocada e meu coração batia muito rápido e o único esforço que fiz foi de entrar e me ajeitar no saco de dormir. Sentei um pouco e esperei melhorar a falta de ar antes de deitar, demorou uns 10 minutos para passar, fiquei até bastante preocupada. Deitei-me e me desabriguei um pouco, a dor não passava, tomei outro comprimido e consegui dormir um pouco.
 Às 2 horas despertei com muito calor e tirei algumas cobertas, a cabeça estava dolorida e aproveitei para ir ao banheiro, voltei e não dormi mais... Às 5horas as cozinheiras começaram a preparar o café de um grupo que sairia mais cedo, fizeram muito barulho e Ricardo acordou, ficamos abraçados na cama até o celular despertar às 06:40, não fez frio durante a noite e fiquei surpreendida e feliz J.
Estava me sentindo melhor, mas tratei de fazer tudo com muita calma e somente pela manhã o condutor nos disse que estávamos a 4.380 metros e disse que não falou nada antes porque isso é psicológico, brincadeira né!
Tomamos o nosso café da manhã que estava bem gostoso, comemos wafer com geléia, suco, café e piquei umas frutas para nós, saímos às 08:15 para nosso segundo dia de travessia, nosso primeiro destino foi a árvore de pedra, formações rochosas que foram esculpidas pela ação do vento e uma delas tem o formato de uma árvore,




No vale existem outras rochas que possuem formatos bastante exóticos também, ficamos um tempo ali e aproveitamos o banheiro, que há neste setor.




 Seguimos rumo às Lagunas Altiplanicas que ficam fora do parque nacional, passamos na portaria e tivemos que mostrar nossos boletos para sair, e seguimos mais ou menos 1 hora até a primeira lagoa “Laguna Honda”, onde paramos para fotos,




 Continuamos o caminho, passamos pela Laguna Chiar Kota e paramos na Laguna Hedionda, ali estava a maior quantidade de flamingos que vi durante todo nosso passeio em San Pedro e na travessia,




Existe uma estrutura, alguns bancos e mesas para almoço e pic nic e um hotel com internet, ainda brinquei quando desci que para os viciados em facebook o passeio era na outra direção... Sentamos para admirar os pássaros e a magia das águas que refletiam o azul do céu e raios de sol,




Ficamos bastante tempo ali e seguimos caminhando até o jipe, subimos e seguimos para a última lagoa, Cañapa, onde almoçaríamos,




 Wilson nos deixou no início da lagoa e pediu para seguirmos caminhando até o final onde ele nos esperaria com o almoço, assim fizemos, seguimos tranquilamente e quando chegamos o almoço já estava preparado,
 Levam pronto e colocaram na parte de trás do jipe, havia arroz, salada de tomate, pepino e abacate, milho, queijo branco, atum e mexerica de sobremesa, Ricardo e eu fomos os primeiros a chegar e já nos servimos. Logo chegaram o restante e comemos todos juntos admirando a paisagem ao fundo
 Seguimos depois do almoço um longo percurso sem parar, agora a paisagem já estava ficando mais seca e não havia neve, a poeira era muita e até pegamos uma pequena tempestade de areia, seguimos umas duas horas e paramos no mirador do Vulcão Ollangue, onde também haviam rochas com erosões formadas pelo vento, 




Ricardo até conseguiu tirar uma foto de uma “biscatia” muito parecido com um coelho.




Entramos no carro e todos já estavam cansados, as meninas até cochilaram, atrás o casal estava também dormindo um no colo do outro, e eu separada por um banco de meu marido fiquei uma invejinha por não ter um colinho para deitar... 
Seguimos mas um bom caminho, agora já não havia nada de neve e paisagem foi dominada por montanhas, pedras e algumas vicuñas, cruzamos o salar de Chinguana




 e chegamos no povoado de San Juan, onde paramos para ir ao banheiro (claro que tivemos que pagar) e tomar alguma bebida




, havia um parque com ruínas ao lado, mas não tivemos tempo para visitar, vi os preços do local e achei bastante caros na verdade, depois o casal que já havia estado na Bolívia disse que aqui os preços são mais caros mesmo... Seguimos para o hostel de sal que passaríamos a noite, ele fica localizado à poucos quilômetros do salar de Uyuni, no caminho vimos um cemitério bem curioso, parecido com os de filmes de bang bang...
A chegada no hostel não foi das melhores, eu mal desci e tive um chilique, a vendedora que me vendeu o passeio, me disse que o dormitório do primeiro dia era muito precário e simples, não havia ducha e era somente uma cama, mas que no segundo dia dormiríamos em um hotel de sal, com quarto para casal, banheiro privado e com água quente, me falou que o hotel eram muito bom... Eu mal tive tempo de entrar no hotel e já me estressei, disse que não gostei e que a agencia havia me oferecido um quarto com banheiro privado, todos se assustaram e entrei para o quarto com a cara feia, voltei Wilson me questionou, respondi a ele que não estava reclamando, mas quando compramos uma coisa, queremos receber pelo que compramos, entrei no quarto e fui para a fila do banho, tomei banho e lavei o cabelo que estava pura poeira, me disseram que às 18:30 ligariam a luz, eu pensei tudo bem, espero um pouco e seco meu cabelo...
 Tomei o banho e voltei para o quarto, quando ligaram a luz fui perguntar onde havia tomadas e me disseram que não poderia usar secador, fiquei muito irritada e perguntei por que não nos falaram antes de tomarmos banho, que não lavaria o cabelo, já que estava muito frio para secar naturalmente e já era noite, disseram que não podia e pronto... Voltei para o quarto irritada, Ricardo tomava banho, assim que ele saiu do chuveiro fomos tomar um café, sentamos no refeitório e percebi que o hotel eram bem bonitinho, Ricardo colocou as fotos para vermos, a filha da dona do hotel estava ali e me perguntou se eu estava mais calma, e respondi que sim, ela me disse que os outros refúgios são bem piores que esse e confesso que fiquei bastante envergonhada.
Expliquei a ela que o problema foi com a empresa que me vendeu uma coisa e recebi outra, que me senti enganada, que não tinha nada a ver com o hotel e as instalações, falei que gostei daqui e a única coisa que não havia gostado é de terem me prometido um quarto com banheiro e não ter... A senhora mais velha, creio que a dona do estabelecimento me disse que nunca havia acontecido este problema, que as vezes há problemas com a água quente, porque tem empresas que vendem o pacote sem direito a banho quente, me disse que a água potável que têm aqui vem de um local à 40 km e a água do banho eles fizeram um esforço para coletar da montanha que há atrás do hotel... Quando ela me disse isso meu coração se arrebentou e fiquei com o maior dos remorsos do mundo, me senti a mais consumista e capitalista das pessoas, estou nessa viagem para aprender e me desintoxicar de uma civilização materialista e provei ser a mais medíocre das criaturas, com que direito eu chego em um local e julgo com tanta severidade a simplicidade dessas pessoas, que para eles podem significar luxo... Senti-me muito envergonhada e não havia mais nada que pudesse fazer para desfazer a grosseria que cometi, eu estava certa em querer exigir meus direitos, mas perdi totalmente a razão reclamando com as pessoas erradas... Desculpei-me com elas e tentei explicar que tenho o temperamento explosivo e agi por impulso, que a culpa não era delas e que o local me agradou bastante, o único problema foi ter sido enganada (por outra capitalista que só quer saber de lucrar a qualquer custo).
Desculpas pedidas elas continuaram a aprontar a mesa para o jantar, a mesa foi posta com uma bela louça de barro e muito bem feita, estava tudo muito bom e eu ainda tive coragem de reclamar... Serviram uma deliciosa sopa de entrada, arroz, batata cozida e frita, ovos fritos para Ricardo e eu e bife de Lhama para os carnívoros...




A comida estava deliciosa, comemos e ainda tomados um vinho presenteado pela empresa, conversamos bastante entre o grupo e eu me sentia muito mal, pensava “Se arrepender não repara os erros”, fomos para o quarto preparar nossas mochilas, pois amanhã levantaremos muito cedo para ver o sol nascer no salar, chegando no quarto a primeira coisa que fiz foi dizer para Ricardo que me sentia arrependida e envergonhada, ele que havia ficado nervoso com minha atitude, mas não me falou nada, me deu um belo sermão...

TERCEIRO DIA

Demorei um pouco para dormir ontem porque meus pés estavam muito gelados, tive que colocar uma blusa enrolada nos pés dentro do saco de dormir, fora isso dormi muito bem, só senti que as camas de casal da Bolívia são menores que as do Chile... Às 5:45 levantamos para nos preparar para ver o sol nascer, todos já haviam acordado e fomos na cozinha onde o café estava preparado e não vimos ninguém... 
Deixamos nossas mochilas fora do quarto e preparadas para colocar no jipe, tomamos o café angustiados porque já víamos os primeiros sinais do sol na janela, Javiera estava mais ansiosa que eu e colocou a cabeça na janela e gritou “Wilson”, todos nos pusemos a rir... fui ao quarto e quando voltei ela me disse que a dona do hostel disse que Wilson não estava sentindo-se muito bem e sugeriu que subíssemos o cerro que estava atrás do hostel para vermos o sol nascer, subimos e todos comentaram que achavam que ele havia bebido no dia anterior...
Começamos a subir o cerro e eu fui na frente, apertei o passo e acabei sentindo falta de ar, sentamos para ver o nascer do sol no “Salar do Uyuni”, foi muito lindo acompanhar as etapas desse majestoso “Deus” que nos fornece luz e calor...




Ficamos um tempo ali e descemos para seguir nosso passeio. Wilson já estava no hotel e quando entramos no carro nos pediu desculpa porque a cozinheira do hotel não quis deixar nosso almoço pronto para sairmos às 6hs da manhã, que hoje era dia primeiro de agosto, dia de “Pachamama” em que os Bolivianos comemoram o início da temporada de plantio e fazem rituais de saudação à mãe terra e ela teria outras coisas para fazer... tudo bem, nosso visual do cerro foi fantástico... Seguimos e entramos no tão esperado “Salar do Uyuni” , estávamos todos animados e Wilson colocou uma música boliviana para escutarmos, rolou até uma dancinha...
Seguimos à ilha “Incahuasi” mas conhecida como Ilha do pescado, mas na verdade a ilha do pescado fica alguns quilômetros à frente.




Descemos e o vento estava muito frio, eu estava morrendo de frio, não achei nada de interessante na ilha de cactos gigantes, Ricardo queria subir logo e falei para ele ir que iria tomar sol, ainda bem , quando eles desceram, disseram que acima havia um grupo de pessoas preparando uma oferenda de Pachamama e iriam sacrificar uma Lhama e derramar seu sangue para que a terra se torne fértil e produza boas condições de plantio, Ricardo ficou defendendo os costumes, eu fiquei revoltada que até hoje façam esse tipo de coisa... quando vi a foto que Ricardo tirou mostrando a pobrezinha da Lhama e uma venda em seus olhos, me recordei das execuções que aconteciam no século XVI onde os carrascos cobriam a venda de suas vítimas, senti muita tristeza e comecei a chorar... pensei comigo, como pude comer carne por tanto tempo e contribuir para o assassinato de tantos animais inocentes!!!




Seguimos nosso caminho e paramos para o maior atrativo do Salar, as “fotos loucas”






 foi muito divertido, ficamos mais de 2 horas tirando fotos, pena que no meu primeiro salto meu joelho quase se arrebentou, quando cai doeu muito, e depois disso mal conseguia agachar e para subir necessitava da ajuda de Ricardo...
Seguimos dali para o museu de sal, que é apenas uma casa de sal com um bar para os turistas, a maior atração está ao lado do museu, as bandeiras, onde alguns dos visitantes dos diversos países que passam por aqui deixam seu ”recordo”.




Dali seguimos alguns metros e Wilson preparou nosso almoço, Macarrão branco, batata cozida com cenoura, frango (para os carnívoros) e omelete... comemos sentados em uma grande mesa de sal!!!
Seguimos nosso caminho passando pelos Montones de sal, que é onde separam o sal para secar e depois enviar para o envasamento, e no povoado de Colchani, onde existem algumas esculturas de sal e artesanato típico e de sal, comprei um chaveirinho de recordação.




O cemitério de trens foi a última parada, onde se localizam muitos vagões oxidados de uma antiga linha que liga a Bolívia ao Chile, hoje utilizada somente para transporte de carga e com estação localizada em outro local, não achei muito interessante, aproveitei somente um balanço que estava ali para recordar a infância!!!




Terminado o passeio, seguimos para a agência e descemos nossa bagagem, nos despedimos de nossos companheiros de aventura e resolvemos passar a noite em Uyuni antes de seguir para Potosi.
O passeio foi sensacional, mas me arrependi de ter feito com a Word, todos os passeios são iguais, não há quase nenhuma diferença e parece que fazemos em caravana, porque os jipes estão todos sempre juntos, essa história de motorista boliviano beber muito é exagero, todos os motoristas que conheci no trajeto me pareceram muito responsáveis, a maioria é muito jovem, entre 26/35 anos, mas conhecem muito a região e têm muita experiência...
Os jipes também são todos iguais, não há diferenças entre as agências, todos no mesmo estado de conservação, o que é diferente é a estadia do segundo dia, pois fazem em diferentes hostéis localizados antes do Salar...
Os preços entre as agências de San Pedro do Atacama e Bolívia são praticamente os mesmos, diferença de no máximo 10 dólares mas barato Uyuni, o trajeto é quase o mesmo, Uyuni tem alguns atrativos a mais porque voltam para cidade no último dia.

Abaixo roteiros:

Saindo de San Pedro do Atacama: (este roteiro você fica em Uyuni) valores de 60 à 74 mil pesos

1º dia
Laguna Branca;
Laguna Verde;
Deserto de Dalí;
Águas Termais, laguna Polques;
Gêiser sol da manhã;
Laguna colorada
Refúgio

2º dia
Árvore de Pedra;
Lagunas altiplanicas (Cañapa, Hedionda, Chiar Kota e Honda)
Mirador do Vulcão Ollague;
Salar de Chiguana;
San Juan
Hotel

3° dia
Nascer do sol no salar
Ilha do Pescado
Museu de Sal
Montones de Sal
Povoado de Colchani (artesanatos)
Cemitério de Trens

IMPORTANTE

·         PARA QUEM VOLTA À SAN PEDRO + 30 MIL PESOS
·         QUEM SAI DE UYUNI FAZ O ROTEIRO INVERSO E VOLTA PARA CIDADE DE UYUNI, PARA FICAR EM SAN PEDRO SE PAGA UMA TAXA A MAIS
·         OS PASSEIOS NÃO INCLUEM ÁGUA, PAPEL HIGIÊNICO E ENTRADA AOS PARQUES, PARA ENTRAR NO PARQUE “EDUARDO AVAROA” BOLÍVIA SÃO 150 BOLIVIANOS, MAIS OU MENOS 25 DÓLARES E ILHA DO PESCADO SÃO 30 BOLIVIANOS, MAIS OU MENOS 5 DÓLARES

Fiz o passeio com WORLD WHITE TRAVEL, mas paguei mais caro e me arrependi, recomendo fechar com COLQUE TOUR, que faz o melhor preço e tem muito prestigio entre mochileiros, fiz todos os outros passeios em San Pedro com eles e foram muito bons!!!
Site
Email
Endereço:
San Pedro do Atacama: Esquina da Rua Caracoles com Calama.
Uyuni: Av Potosi, 54
La Paz: Av Mariscal Santa Cruz – 1003


OBS: Não fechem passeios pela internet que o preço sai mais caro, vão pessoalmente e fechem na agência que não há erro...

DINHEIRO
O real está COMPLETAMENTE DESVALORIZADO em toda sul América, então compre dólares no Brasil e traga para fazer cambio, em Uyuni estavam pagando 2.4 bolivianos por real e 6.9 por dólar, então vale mais a pena comprar dólar no Brasil, mesmo caro e cambiar em bolivianos, pesos chilenos ou soles (Peru).

Nossa aventura segue agora na Bolívia, breve postaremos!!!
Haribol!!!




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