terça-feira, 15 de outubro de 2013

ICA (OÁSIS DE HUACACHINA), PARACAS (ILHAS BALLESTAS) E LIMA

Depois de nossa maravilhosa estadia em Cusco, seguimos nossa viagem, nosso próximo destino Ica.
                A cidade de Ica está localizada na costa sul de Lima. É um oásis no meio do deserto. Capital do departamento e da província de mesmo nome. Tem cerca de 247 mil habitantes. Situada às margens do rio Ica, que banha uma fértil planície onde se cultivam videiras, palmeiras, tamareiras e algodão. É um centro vinícola. Fundada em 1563 com o nome de Vila de Valverde, em suas imediações destacou-se a cultura inca, de seu apogeu até 1450 d.C.
Saímos do hotel às 13hs, o taxi chegou e seguimos à rodoviária, o trânsito estava um caos e chegamos em cima da hora para tomar o ônibus. Deixamos nossas bagagens e quando entrei no ônibus quase tive um enfarte, o ônibus era o mais velho e horrível que viajamos em todos esses 6 meses, estava um forno lá dentro e o banheiro fedia, fiquei estressada e fui reclamar na agência, o pessoal não deu atenção, enviou  um rapaz que borrifou um “aromatizante” no banheiro, tentei devolver a passagem e trocar de ônibus, mas disseram que tem que não era possível... Dica para não tomar Ônibus da empresa EXPRESSIVA ou  SIVA.
 Eu tentei não manter a energia negativa, coloquei uma música e tentei relaxar, mas estava quase impossível, o cheiro estava horrível e o calor intenso... a nossa sorte é que colocaram Vovó Zona 1, 2 e 3 no ônibus e nos distraiu um pouco...
Depois de 1 hora  e meia que saímos de Cusco, pegamos uma estrada cheia de curvas, muito parecida com a de Machu Pichu, só que mais baixa, passava um rio abaixo e era muito bonita, mas igualmente perigosa...



À noite, quase 19hs paramos em Albacay e desci para ir ao banheiro, aproveitei e falei com a moça que fica na companhia Expressiva, ela disse que ia falar com o motorista, mas não resolveu nada... subimos de volta e seguimos um tempo mais e paramos para jantar em um restaurante na estrada, comprei uma coca e ficamos conversando com dois brasileiros que estavam no ônibus, logo subimos e tomei um fernergam para me dar sono... Ricardo capotou, eu comecei a cochilar, mas senti muito frio, estava congelando e a calafetação desligada, eu só pedia a Deus para o motorista ligar o ar quente... olhava no nosso caminho e via gelo perto da pista... umas duas horas de frio depois, o ônibus parou em um posto policial, aproveitei para descer e falar com o motorista, e quando desci vi o bagageiro aberto, aproveitei e pedi para pegar o saco de dormir, pois era justo o bagageiro que tinha nossas mochilas, o policial olhou para mim e disse que sim, o motorista não falou nada, peguei e voltei para o ônibus, agora sim pude dormir um pouco...
Dormi muito mal, mas dormi, às 5hs Ricardo me acordou dizendo que havíamos chegado, despertei e olhei ao lado, era Nasca, voltei a dormir e as vezes acordava para ver o caminho, já estava clareando e via serros de areia e pedra no caminho, ficamos atentos porque o motorista não avisava da cidade de chegada...
Às 7hs chegamos em Ica, chamei Ricardo e descemos correndo, logo que paramos na rua apareceu um taxista falando de hotéis, e fui guardar o saco de dormir e lembrei que esqueci meu único tênis  no ônibus...  o motorista do taxi me levou um pouco à frente para ver se alcançávamos o ônibus, Ricardo ficou com a mala, andamos um pouco e logo voltamos, porque o ônibus já estava longe... decepcionada, pedimos para o motorista para nos levar à HUACACHINA.



Huacachina é uma aldeia na região de Ica , no sudoeste do Peru . Ele está localizado na cidade de Ica. Huacachina tem uma população de 115 (1999). O oásis apresenta na parte de trás do 50 Nuevo Sol nota.
Huacachina é construído em torno de um pequeno lago natural no deserto. Chamado de " oásis da América ", ele serve como um resort para famílias locais da cidade vizinha de Ica , e cada vez mais como uma atração para turistas atraídos pelos esportes de snowboard e tendo passeios de buggy sobre as dunas de areia que se estendem várias centenas de metros de altura .
A lenda diz que a lagoa foi criada quando uma bela princesa nativa foi apreendido em seu banho por um jovem caçador. Ela fugiu, deixando a piscina de água tinha sido banhando-se em tornar-se a lagoa. As dobras de seu manto, streaming atrás dela enquanto ela corria, tornou-se as dunas de areia ao redor. E a própria mulher é rumores de ainda viver no oásis como uma sereia .

                O motorista o taxi nos levou em um hotel e quando entrei para ver os quartos não gostei, gostei somente do preço... falei para Ricardo que não havia gostado dali e o taxista nos levou em outro hotel, o preço era muito alto e não ficamos, agradecemos e Ricardo ficou com as mochilas enquanto eu saia para procura, achei um quarto por 70 soles no Carola do Sul (onde Anderson, carioca que conhecemos em Machu Pichu ficou e nos indicou) voltei para pegar as malas, mas ainda não estava convencida, encontrei Ricardo e disse que iria procurar um pouco mais, e consegui um desconto no hotel SALVATIERRA e pegamos um quarto por 55 soles com banheiro privado e a piscina ao lado, arrumamos nossas malas e tomamos um belo banho, saímos para conhecer a cidade, ou melhor, o bairro, que possui uma bela lagoa e é rodeada por dunas de areia gigantes






Depois voltamos para o hotel e ficamos na piscina, o sol estava quente e curtimos uma piscina pela primeira vez na nossa viagem, em Uyuni foi muito rápido o banho, nem conta... 





depois jogamos um baralhinho, mas me deu um sono incontrolável e pedi para o Ricardo deixar eu deitar uns minutinhos antes de ir almoçar, deitei na cama e tirei um cochilo enquanto ele tomava banho, logo também me banhei e fomos procurar comida, já na primeira esquina vimos que estava 12 soles o menu, como havíamos caminhado antes e encontramos tudo por 15, decidimos almoçar ali mesmo, a senhora foi muito gentil e nos preparou um prato vegetariano muito gostoso, arroz, batata-frita e uma guiso de vegetais e champignon.



Comemos e demos uma volta na cidade, o sol estava muito forte e eu muito cansada, me deu um sono... chegamos no hotel e deitei um pouquinho... só levantei no outro dia...






No dia seguinte saímos para subir as dunas, de manhã sempre fica frio, mas como iríamos subir, decidi ir de bermuda e blusinha, seguimos no caminho principal e subimos, o vento estava muito forte, fazendo com que os olhos ficassem cheios de areia, como estava muito difícil subir na areia, parava a cada minuto,



 avistamos uma pequena lagoa que tem abaixo, pena que estava com muito lixo....



Continuamos subindo em direção a duna mais alta, ele foi na frente, eu não queria ir, estava com preguiça... mas como ele demorou muito decidi arriscar e subir, estava MUITO DIFÍCIL, bem mais que a anterior, porque essa era extremamente íngreme, subia 2 minutos e descansava 10 J!





A vista dali era muito linda, adorei...



À Tarde resolvemos fazer o passeio de buggy, às 16hs, iniciamos o passeio, a adrenalina estava a mil, as manobras eram mais radicais que as do passeio de Natal no Brasil...





 Paramos para fazer snowboard, o guia perguntou, quem vai ser o primeiro e Ricardo respondeu: Ela, apontando para mim, heheh, que marido heim, ele falou para colocar minha barriga na prancha e segurar nas fitas, os braços teriam que estar dentro da prancha e as pernas levantadas, assim fiz e huhuuhuhuhu só alegria na descida, foi muito rápida e muito legal, adorei, subi e desci novamente, depois ele baixou de bugue para nos pegar...



Subimos no Bugue por 2 minutos e já paramos novamente em uma duna bem mais alta, e descemos todos novamente, muito bacana... 



o passeio foi somente isso, de bugue mesmo durou uns 20 minutos no máximo o total do passeio de 2 horas, não gostei muito, fiquei decepcionada, porque às 17h15min já parou para ver o pôr do sol, que saiu às 17h50min, mas foi o  pôr do sol mais incrível que vi em toda viagem!!!






Descemos no local onde compramos os tickets e percebi que meu chapéu já era, fiquei hiper triste L... compramos o passeio para Ilhas Ballestas para quarta-feira, resolvemos passar mais uma noite em Huacachina para aproveitar a piscina que estava deliciosa...
                O dia seguinte foi só para curtir o solzinho e a piscina, NÉCTAR J

ILHAS BALESTAS
Á reserva de Paracas é uma gigantesca zona protegida,localizada na parte sul da cidade de Pisco. A palavra Paracas significa em quechua (Chuva de Areia),esta ilha foi chamada assim porque todas ás tardes faz muito vento que agita á areia em toda zona.Á reserva de Paracas está localizada em uma área de 335,000 hectares,que forma parte de um dos ecossistemas mais importantes do nosso planeta devido a  grande variedade de peixes que através da pesca fornece alimento para o povo de Pisco e para á capital do Peru, Lima.
Chegamos em Paracas às 07h40min e seguimos para o porto e tivemos que pagar taxa de embarque mais entrada para Ilhas Ballestas, totalizando 7 soles por pessoa (haja soles) J; Estava ventando muito e eu de chinelo, já que perdi meu tênis... entramos na lancha com capacidade para 25 pessoas, ela é bem segura, com bons salva vidas, mas como é aberta e o tempo já estava frio, quase congelei...



Seguimos para a primeira parada, que foi para ver o candelabro desenhado na areia, segundo o que o guia contou, esse candelabro não se desfaz devido a corrente de vento vir do lado contrário, assim ele fica protegido e como aqui não chove ele está na areia à muitos anos, não se sabe deste quanto e todas as histórias são meramente especulações...



Seguimos no vento gelado mais 15 minutos rumo às “Ilhas Ballestas” . A primeira visão que tive das ilhas foi indescritível, olhei para cima e vi centenas de pássaros voando.



 De acordo com que nos aproximávamos ia vendo de perto um espetáculo que jamais imaginei um dia presenciar, era incrível, milhões de aves sobrevoando uma ilha completamente tomada por espécies da fauna marinha, foi maravilhoso, minha felicidade era tamanha que nem me dei conta que estava rodeada de pássaros, “nadica de medo”!





O barco se aproximou o mais perto possível e pudemos observar um grupo de pingüins, únicos no Peru, nem preciso dizer que fiquei maravilhada...



Alguns metros adiante e uma rocha cheia de lobos marinhos, fiquei de boca aberta, não podia acreditar, parecia que eu estava em um documentário da “National Geografic” ou um especial do Globo repórter... 




Eram milhões de animais, muita vida, e um cheirinho nada agradável devido às “cacas dos passaritos”, contornamos as ilhas durante uma hora (pareceu 1 minuto), na água observávamos também águas vivas vermelhas e curiosas estrelas do mar... foi magnífico, um dos locais mais lindos e cheio de vida que conheci, valeu cada centavo e se eu pudesse, faria o passeio novamente...



Seguimos de volta ao porto em um trecho que durou 30 minutos, estava gelado, uma dica para quem for fazer o passeio é se agasalhar, e se tiverem roupa impermeável melhor, pois alguns passageiros que estavam na frente se molharam...
Desembarcamos e demos uma voltinha em Paracas antes de seguir à vam que nos levaria à Huacachina, Paracas é bem pequena, e não há nada por lá, somente o passeio às Ilhas Ballestas, foi uma boa dica de nosso amigo Carioca Anderson (que conhecemos em Machu Picchu) dizer que “não era jogo dormir em Paracas”, compramos uns quitutes e seguimos viagem.



 Chegamos em Huacachina às 12hs e como havíamos decidido passar uma noite a mais para aproveitar o calor e a piscina do hotel, nos trocamos e sentamos na piscina, eu fui tomar sol .






No dia seguinte resolvemos ir a cidade de Ica e dormir por lá para economizar na estadia (que é bem mais barata que Huacachina) e ficar mais próximo da rodoviária para tomar o ônibus vem cedo para Lima.
Tomamos um taxi que nos levou ao hotel Siesta, bonzinho, e o melhor, 40 soles a diária J. Caminhamos pela cidade que não tem nada de interessante, somente um trânsito horrível e muita buzina, como o passeio para as vinícolas não nos interessava, ficamos descansando no hotel.



No dia seguinte seguimos à Lima, pela empresa Trans Peru, os ônibus saem de 20 em 20 minutos, então foi super tranquilo, só fiquei nervosa porque como estava saindo o ônibus a vendedora me deu o troco e pediu para eu correr que o ônibus estava saindo, quando fui checar no ônibus faltava 20 soles... que raiva L

LIMA

Lima é a capital do Peru, segunda maior cidade da América do Sul, bem como a maior e mais importante cidade do Peru. Situada na costa central do país, nas margens do Oceano Pacífico, onde forma uma área urbana contínua conhecida como Região Metropolitana de Lima, a qual se estende sobre os vales dos rios Chillón, Rímac e Lurín, nas províncias de Lima, sua sede, e da Callao. Fundada em 18 de janeiro de 1535, como a Cidade dos Reis, passou a ser a capital do Vice-Reino do Peru durante o regime espanhol e depois da independência do país, passou a ser a capital do Peru.




Segundo o censo de 2007, a Região Metropolitana de Lima tem aproximadamente 8,5 milhões de habitantes, destes, mais de 7,6 milhões são residentes da Província de Lima, representando aproximadamente 30% da população peruana3 fato pelo qual é considerada, de longe, a mais populosa cidade do país, assim como a 5a mais populosa da América Latina, estando, portanto, entre as 30 maiores áreas metropolitanas do mundo.



Chegamos em Lima às 13hs e tomamos um taxi para o hotel Espanha, descemos e gostamos do hotel, Anderson nosso querido amigo carioca, havia se hospedado nele e disse que era muito legal, realmente no mínimo exótico, o hotel esta mais para um museu...



Logo na recepção existe um lustre gigante de cristais, e um armário com 3 caveiras reais, da civilização paracas, existem também algumas cerâmicas do mesmo povo, o recepcionista nos disse que o prédio tem mais de 160 anos e está conservada a estrutura original, mudando somente o acabamento, o quarto que ficamos não é lá essas coisas, mas o hotel é muito legal, cheio de quadros gigantes (que a primeira vista parecem ter muito valor) com moldura épica e móveis antigos nos corredores,





Ricardo adorou... Deixamos nossas mochilas e como eu estava morrendo de fome fomos comer, perguntamos para o senhor da recepção (muito gente boa) sobre restaurantes vegetarianos, ele nos deu o mapa do centro de Lima e nos indicou 3 opções, fomos direito para a primeira porque estava mais perto J.
Ficamos admirados com a beleza do centro histórico de Lima, muito imponente como descreveu Ricardo, belas construções.




Seguimos ao restaurante e pedimos dois menus do dia, estava muito bem feito, só faltou um temperinho especial... voltamos caminhando e dando uma olhada em tênis, os preços aqui estavam melhores que Cusco, acabei comprando um tênis artesanal muito lindo por 35 soles.
Caminhamos até o Parque das Muralhas, as muralhas de Lima foram uma fortificação constituída principalmente por muros e bastiões cuja finalidade foi defender a cidade de Lima de possíveis ataques do exterior. Foi construída entre 1684 e 1687 durante o governo do vice-rei Melchor de Navarra y Rocafull (Duque da Palata).
A muralha esteve localizada no traçado das atuais avenidas Alfonso Ugarte, Passeio Colón, Grau e a margem esquerda do rio Rímac. Durante a gestão municipal de Luis Castañeda Lossio se tem recuperado um trecho dos restos da margem esquerda do rio Rímac y que são agora visíveis formando parte do conjunto conhecido como "Parque da Muralha".



No dia seguinte resolvemos fazer um city tour pela cidade de Lima, saímos às 15hs, a primeira parada foi no “parque dos namorados” .
Um dos melhores lugares em Lima para apreciar o entardecer é o Parque do Amor, no distrito de Miraflores. Situado sobre um penhasco com vista para o Oceano Pacífico, o Parque do Amor é o local preferido pelos casais apaixonados para se beijarem e fazerem promessas eternas enquanto desfrutam da paisagem. No centro do parque, uma grande escultura de Victor Delfín chamada “El Beso”, representa um jovem casal envolvido em um beijo apaixonado. O parque está rodeado por um muro em mosaico, ao estilo Gaudin, onde se encontram gravados nomes de vários casais, assim como frases de famosos poetas e escritores, com o amor como tema central.
Antes do parque o local foi muito utilizado por apaixonados desiludidos que procuravam o local para se suicidarem. O parque foi criado para homenagear estas pessoas e também evitar novos suicídios.





Ficamos 15 minutos no parque e seguimos para  um bairro onde se situa uma igreja destruída por um terremoto (não me recordo o nome), ali foi um local importante durante a guerra com Chile, não lembro bem porque o local é bem feinho...



De lá seguimos para o mirador onde está a estátua do “Cristo do Pacífico”  
A estátua do Cristo do Pacífico está localizado na cidade de Lima, Peru, em uma colina ao lado do Solar Morro. Tem uma altura de 37 m. Ele foi instalado em 15 de junho de 2011. É uma iniciativa do presidente do Peru, Alan Garcia Perez, no final de seu segundo mandato, um “presente” que ele quer expressar essa nação. É uma obra inspirada no Cristo do Corcovado, cujo nome oficial é “Cristo do Pacífico”. Nenhuma informação detalhada sobre o criador da estátua, a oficina onde foi feito ou do material utilizado.



O tempo ali foi um pouco maior e o frio apertou um pouco... voltamos para o ônibus e seguimos ao centro da cidade pela avenida que margeia as praias, foram 40 minutos até o centro da cidade.
                Nossa estadia em Lima foi curta, somente uma passada pois seguimos no dia seguinte ao Eco Truly Park, Finca ecológica Hare Krishna localizada ao lado do mar, próxima à cidade de Chancay, onde ficaremos até o festival de Aniversário do Guru da missão Vrinda, Srila Bhakti Aloka Paramadvaiti Maharaj, mais conhecido como “Guru Maharaj”

HARIBOL!!! 

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