terça-feira, 19 de novembro de 2013

BAÑOS E QUILOTOA





Chegamos a Esmeraldas às 20h10min, descemos no terminal rodoviário e segui para comprar nossas passagens e consegui somente para as 22h15min na empresa Trans Esmeraldas, queria mais tarde, mas não tinha... Passei na loja que vende cocadas e comprei algumas, deu uma saudadinha do Brasil, voltei para nossa mesinha e comemos, estava muito ruim, a branca era pura açúcar com canela, dura de quebrar o dente e a escura estava menos ruim, mas nem tem como comparar as do Brasil...

Enquanto comíamos, Ricardo havia tirado um livrinho e dentro dele estava um bilhete da Tia Ina, que ela enviou pelo Tio Carlos, ela abençoava a gente e quando li comecei a chorar, fiquei emocionada e percebi o quão importante é a família, um simples pedaço de papel escrito umas palavras de uma pessoa que amamos, tem um valor inestimado... Deu até uma briguinha entre Ricardo e eu para guardar o bilhete.

Uns 20 minutos antes da saída do ônibus seguimos à plataforma de embarque, ficamos na fila, Ricardo pediu para eu entrar com as mochilas, estava com duas mochilas, um violão e o saco de dormir, quando fui subindo uma moça me parou e disse que não poderia subir com as mochilas, que era para deixá-las no compartimento de baixo, respondi como assim??? Ela me disse que era norma da empresa, eu respondi que não, que haviam documentos, computador, câmera fotográfica, que não deixaria abaixo, tivemos uma discussão e falei que não teria problema, me devolveriam o dinheiro e eu mudaria de empresa de ônibus, ela foi muito grossa e me disse que ia me deixar subir com as mochilas, mas da próxima vez que eu fosse usar a empresa de ônibus eu já estava avisa, pensei comigo, com certeza nunca mais vou usar essa companhia de ônibus...

A viagem seguiu um caos total, os bancos eram super juntos, não dava espaço nem para esticar a perna, não inclinavam, enfim totalmente incômodos, estávamos cansados e queríamos dormir, havia uma música tocando no último volume, e se não bastasse isso as luzes do ônibus ficaram quase toda a viagem acesas e a cada 10 minutos o ônibus parava para pegar passageiros e deixar passageiros... para piorar, paramos em um posto policial, onde pediram para descer todos e revistaram a bagagem de mão, os homens tiveram que colocar as mãos para cima e foram revistados também, foi constrangedor ver Ricardo com as mãos no ônibus e pernas abertas sendo revistado pelo policial...

Subimos e voltamos para a pior viagem de ônibus desses 8 meses, conseguiu ser pior que o ônibus “fedido” que nos levou à Ica... Se não bastasse tudo isso, quando estávamos subindo a cordilheira para Quito, caia uma tempestade e nosso ônibus quase bateu, porque nosso condutor estava com muita pressa e tentava ultrapassar tudo que encontrava na frente...
Chegamos em Quito às 04h30min, subimos e fui ao banheiros, passei na empresa de ônibus e comprei nossas passagens para Baños às 05h30min


BAÑOS




Baños (nome completo Baños de Agua Santa), é uma cidade na província oriental de Tungurahua, na parte central do Equador à 174 km ao sul de Quito. Baños é a segunda cidade mais populosa em Tungurahua, depois de Ambato, e o maior centro turístico. É conhecida como o "Portão para a Amazônia", por estar localizada às margens do rio Pastaza na bacia do rio Amazonas, e possuir uma recente estrada pavimentada para Puyo.
Baños está situada ao norte do vulcão Tungurahua. É famosa por suas fontes hidrotermais de água mineral, cascatas e esportes radicais. A cidade também é um centro de perigrinação religioso católico, por acreditarem que a Virgem Maria apareceu próximo a uma cachoeira. Uma imagem da santa, chamada Virgen de Agua Santa, foi colocada na catedral.
Baños é uma das mais populares atrações turísticas do Equador e é bem conhecida por suas barracas de comidas típicas onde se vende o "puxa-puxa" (em espanhol: melcocha) um tipo de bala feita com calda de açúcar, e pelos excelentes artesanatos, tão procurados pelos turistas.

Chegamos em Baños 09h10min, foram 4 horas e 40 minutos de viagem, quase todo o tempo passamos dormindo... descemos as malas e aproveitei para ir ao banheiro, quando cheguei lá quase que perdi a vontade, o banheiro era junto com o de homem, e detalhe, os homens utilizavam somente o mictório, que tinha duas paredes e nada mais, quase morri de vergonha, pelo menos os nossos tinham porta...

Deixei Ricardo na rodoviária e fui procurar hostel, encontramos opções econômicas perto da rodoviária, e resolvemos ficar por ali mesmo, escolhemos hotel Siesta. Acomodamos-nos e saímos para conhecer a cidade e pegar informações turísticas. Caminhamos um pouco na cidade, que não é muito bonita, tiramos umas fotos, pegamos informações turísticas e compramos umas coisinhas.

O passeio principal da cidade é a rota das cascatas (claro, depois das águas termais), um toor curto de 3 horas que é oferecido por todas as agências da cidade, pode ser feito em taxi, carro próprio ou bicicleta, nós optamos a fazer em bike.
No dia seguinte acordamos bem cedo, tomamos nosso café e carregamos nossa mochila com lanche. Locamos uma bicicleta pertinho do nosso hotel por 5 dólares cada uma o dia todo, o menor preço que encontramos, a locação inclui capacete, câmera de ar, bombinha, corrente e cadeado.



Ricardo seguiu na frente e tomou conta do toor, saímos na rodovia principal com sentido à Rio Verde, optamos por fazer o passeio de bicicleta, porque o caminho é fácil, quase todo de descida, e além da diversão de pedalar em uma estrada bonita, teríamos a liberdade de ficar quanto tempo quisermos e parar quando sentirmos vontade...
Seguimos e em 15 minutos paramos na cascata Chamana, ela está à 1km do asfalto, a subida é bem forte, mas valeu à pena, na entrada colocamos nossas bicicletas em um poste e passamos a corrente, coloquei a chave que era bem pequena no meu cordão para não ter perigo de perder e seguimos, a cascata é incrível, muito linda, deu vontade ficar o resto do dia ali...





Retornamos e quando tirei o cordão para ver a chave, ela não estava ali... quase enfarte, Ricardo me perguntou se havia colocado em outro lugar, respondi que não e ele saiu para refazer o caminho atrás da chave, eu procurei por perto e depois de 30 minutos procurando, eu comecei a ficar preocupada, como iríamos tirar a bicicletas dali... desci abaixo de uma ponte para ver se havia caído e nada de chave...
Um tempo depois Ricardo me chamou, quando subi, ele me disse que tirou os bancos das bicicletas e tirou a corrente, por sorte ele prendeu as bicicletas pelo banco e conseguiu tirar sem dificultadas... agradeci a ele e segui inconformada por ter perdido essa chave...



Descemos mais, passamos pela hidroelétrica e nossa próxima parada foi na cascata de Agoyán, a castata é belíssima, mas está bem longe da pista, existe um transporte chamado Tarabita, que parece um bondinho, ele leva mais próximo da cascata, mas ventava muito e vi que estava balançando muito, não tive coragem de encarar, tiramos as fotos da estrada...




Voltamos para nosso percurso e no segundo túnel, pegamos um desvio à direita, e no caminho, vimos uma rocha que possui a imagem da face de Cristo, lindíssima!



mas à frente, paramos na ponte do Rio Blanco, ali fazem salto de bungee jump, paramos para fotos e claro nem pensar em saltar... A cascata manto da noiva foi nossa próxima parada, por ali possuem também algumas tarabitas, mas não arriscamos... Alguns minutos depois passamos pela Cascata São Jorge.








Seguimos até o povoado de Rio verde e pegamos um desvio que nos levou até Isla El Pailón, que é na verdade a Cascata Pailón del Diablo, porém o mirador é diferente, se vê mais de cima a cascata, seguimos e pagamos 1 dólar para entrar, seguimos um Sendero que nos levou à cascata dos duendes, continuamos a descer e nos deparamos com uma ponte bem interessante, ficamos com um medinho de atravessar hehehe.



Logo no final do Sendero, há um mirador que se pode observar a cascata del Diablo, e mais abaixo, há um caminho em que se fica quase que abaixo da cachoeira, muito legal...






Voltamos e sentamos em frente ao Rio para almoçar,



Comemos nosso lanchinho e seguimos até a entrada principal del Pailón de Diablo, está à 1 km da estrada, somente descida, no final existe um restaurante muito bonito e se ali se paga 1.50 dólares para ir ao mirador onde é possível ver de baixo a cascata.



Vista muito bonita e molhada, mas da ponte que tem depois do restaurante, se tem uma imagem mais bonita...




voltamos e depois de 10 minutos de uma subidinha bem forte, paramos para tomar informações sobre a cascata de Manchay, nos disseram que a cascata não era muito bonita, e que se quiséssemos voltar no caminhão (existe um caminhão que te leva de volta à Baños com a bicicleta por 2 dólares, já que a volta é mais difícil e possui mais subida) teríamos que voltar porque ele saía dali... pensamos um pouco e decidimos voltar à Baños, já que estávamos cansados e o tempo havia fechado, inclusive estava começando a choviscar... Subimos no caminhão e logo chegaram mais 4 ciclistas e seguiram conosco...



Chegamos em Baños às 16:30, fomos procurar corrente e cadeado para comprar, já que deixamos os da empresa de turismo ficou para trás heheh, aproveitei para sacar dinheiro e passar no mercado para comprar algumas coisas...

No dia seguinte  caminhamos pelos arredores da cidade e atravessamos a ponte São Francisco que a galera corajosa pula de bungee jump, depois da ponte é possível observar a melhor vista de Baños: A cidade em cima do penhasco de onde caeem duas cascatas e o vulcão Tugurahua no fundo, HERMOSO J!




À tarde, decidimos visitar a casa da árvore, que se tornou um ponto turístico da cidade, uma foto tirada no balanço da casa e com o vulcão Tugurahua de fundo, ficou em segundo lugar em um concurso de fotos nos Estados Unidos, desde então o dono da propriedade recebe curiosos para balançar e tirar a mesma foto vencedora, pena que no dia o vulcão estava coberto de nuvens...




Existe uma estrada que leva até a casa da árvore, é a mesma estrada do famoso hotel Runtun. Existe um ônibus que faz a rota, sai somente uma vez ao dia entre 13:45 e 14hs, ele faz um percurso na cidade, mas é mais garantia ir até o cruzamento das ruas Luis A. Martínez e Pastaza onde ele fica estacionado a partir das 13:30hs. O ônibus sobe e desce imediatamente, então o caminho de volta decidimos fazer caminhando. Pedimos informações para um senhor que estava por ali, ele veio todo gentil, pegou na minha mão e me ajudou a descer um barranco, pensei: Nossa que educação, e depois ele nos pediu dinheiro kkkkkkk.
Seguimos a estrada e entramos por um Sendero mas na frente, chegamos no café Cielo, lá possui um belo mirante da cidade.




 A descida estava muito íngreme e escorregava demais, nós havíamos ido de crock e sofremos mais ainda, foi uma péssima idéia... quando conseguimos sair da trilha estreita e pegar a trilha principal, estávamos perto do mirador Bela Vista, então resolvemos ir até ele, a vista é bonita, mas ficamos pouco tempo porque estávamos com fome e cansados...



            Há diversas trilhas que se pode fazer em baños, uma delas que é a trilha Sauces que dura aproximadamente 2 horas e permite uma bela visão da cidade.
            Iniciamos a trilha atravessando a ponte, e depois subimos por um Sendero que permitiu observar o vulcão Tugurahua e a cidade, espetacular a vista, adoramos, a subida estava um pouco puxada, mas acho que sentimos porque estava muito quente.



 Subimos um pouco mais e encontramos um banco escrito banco do amor, claro que paramos e ali ficamos namorando uns 40 minutos J o visual estava muito lindo, Ricke deitou no meu colo e fiz cafuné...




Seguimos a trilha que agora foi quase toda de descida, no caminho encontrei um maracujá doce que tava uma delícia, depois seguimos mais a frente e encontrei uns abacates para fazer salada, to viciada no abacate com comida hehehe...
Nesse dia fomos praticamente obrigados a sair à noite, o pessoal do quarto visinho resolveu fazer tatuagem e o barulho da máquina estava insuportável, saímos e demos uma volta no centro, não tem nada para fazer na cidade à noite (pelo menos para nosso gosto), comemos uma pizza e logo voltamos para a barulheira.   

            A estada em Baños estava maravilhosa, clima legal, calor, mas não demais, boa cozinha para preparar o rango e quarto confortável com internet, aproveitamos para papear muito com a família, descansar e cozinhar...

            No domingo decidimos visitar Vrindavan, uma finca Hare Krishna localizada próxima à Rio Negro, saímos bem cedo e tomamos um ônibus para Puyo, pedimos para o cobrador nos deixar em Rio Negro, de lá, tomamos uma camionete até a finca, pagamos 2.5 dólares, mas é bem pertinho para caminhar e a estrada linda...




Chegamos na finca e os devotos estavam tomando café da manhã, nos apresentamos e papeamos bastante, depois nos apresentaram a finca e caminhamos por ela...  ficamos impressionados com a beleza do lugar, a energia é 1000, muita natureza e um rio lindíssimo que passa ao lado...
O primeiro local que visitamos foi o templo, saudamos as deidades



 e logo seguimos para o salão de yoga, fica ao lado do rio, lindíssimo lugar...



Descemos no rio  e 



no caminho encontrei uma moradora



Seguindo nosso tour, subimos até o temazcal e visitamos duas pequenas cascatas que caem da serra,




Avistamos um belo pássaro com a cabeça laranjada, muito lindo...



Aproveitamos depois para curtir o rio.






O almoço estava deliciosos, guiso de legumes, tacos e guacamole, uma sopa de entrada e chá, comemos conversando sobre a copa do mundo que será no Brasil, pessoal muito bacana, gostei muito...



Voltamos caminhando e em rio Negro tomamos um ônibus de volta à Baños.
Nosso último dia em Baños estávamos bastante preguiçosos, não queríamos seguir nossa viagem e visitar Quilotoa, falei com Ricardo que queria ficar mais uns dois dias descansando, mas resolvemos manter o cronograma e viajar para Latacunga no dia seguinte (ainda bem que fomos J).
Saímos bem cedo e tomamos o ônibus para Latacunga às 07:15, fomos cochilando... chegamos às 09:30 hs e caminhamos uns 5 minutos até o terminal de ônibus, lá conseguimos tomar um ônibus que vai direto /á Quillotoa, chegamos e nos ajeitamos em um cantinho, porque já estava lotado, depois encontrei um banco vazio no fundo e Ricardo ficou em um banquinho logo na porta do ônibus...
O ônibus partiu às 10hs do terminal,  depois descobri que esse é o único horário de ônibus direto à Quilotoa... deu-me um sono incontrolável, e viajei cochilando, quando acordei já estávamos em Zumbahua, a vista da janela estava linda.



Chegamos em Quilotoa às 12hs e fui procurar hospedagem, existem bastantes opções, os preços estão de 10 a 15 dólares a diária com meia pensão, café da manhã e jantar incluídos, logo na entrada de Quilotoa, logo ao lado da cancela, uma senhora me ofereceu um excelente quarto por 40 dólares o casal, voltei e chorei até chegar-nos 30, quando fui pagar, uma senhora me pediu para não comentar o preço com ninguém, porque haviam pessoas aqui que estavam pagando 25 dólares por pessoa em quarto duplo. Me disse que quando reservam pela internet é mais caro, e que o preço não é fixo, eles falam de acordo com a pessoa, ou seja, se você tem cara de gringo rico paga mais e eu que tenho cara de pobre paguei menos hehehe.



Ai vai a dica, venham e pechinche antes de escolher o hotel J. Outra dica é o ônibus, há somente um horários de ônibus direto que vem de Latacunga até  Quillotoa, às 10hs e sai direto do terminal de Latacunga, a volta são dois horários, às 07hs da manhã e 12:30h, fora esses horários tem que tomar uma camionete que cobra de 2 à 5 dólares por pessoa para andar 10 km até e deZumbahua lá se toma um ônibus para Latacunga, enquanto o ônibus direto custa 2 dólares...
O tempo estava aberto quando chegamos, mas começando a fechar com nuvens, um Brasileiro que estava no hotel, nos disse que pela manhã o céu é bem aberto, e depois das 14hs já não dá para ver nada, fica tudo fechado, então decidimos ver somente o  mirador hoje e amanhã descer até a lagoa...




Quando chegamos no mirador, vi dois rapazes sentados, olhei para um deles e pensei, se parece com um brasileiro que encontramos em Copacabana, e na cara dura voltei e perguntei se ele era brasileiro, ele respondeu que sim e falei que nos encontramos em Copacabana, ele não acreditou que nos esbarramos aqui, nem eu e Ricardo, muita coincidência...



Conversamos com ele um tempo e depois trocamos contato, foi muito bacana encontrar um rosto conhecido hehehe, ele nos disse que havia descido a clatera e acampado duas noites em frente a lagoa, disse que é tranquilo e que a vista é linda, que não precisa pagar nada, só a subida com as mochilas que foi muito difícil, e para quem quiser tem um refúgio por 10 dólares meia pensão em frente a lagoa...

Seguimos ao mirador e ficamos “bestificados” com a beleza da lagoa, ela é simplesmente imensa e a paisagem fantástica, de tirar o fôlego... ficamos um tempo ali e seguimos para procurar alguma coisa para comer, não havia restaurantes abertos, resolvemos comer um lanche, já que teríamos jantar, encontramos uma vendinha que vendia pão e Ricardo comeu um lanche com queijo, eu comi batata frita, a dona conversava mais que o homem da cobra, ficamos um tempo para nos desviar dela, depois voltamos ao mirador e já estava todo fechado de nuvens...
Caminhamos um pouco pelo povoado, que é muito pequeno e passamos na feira de artesanato, voltamos para o hotel, e como já fazia bastante frio, fomos tomar um café quente perto da lareira para aquecer...



            O jantar foi servido às 19:30, gostosinho, arroz, salada, batata cozida e carne (ecá), comemos e subimos para descansar.
            No dia seguinte acordamos bem cedinho, antes das 6hs, tentei tomar um banho mas não havia água, desci para ver se encontrava alguém do hotel e estavam dormindo, acordei uma moça para pedir água e ela me disse que em 10 minutos...
Saímos para ver o mirador, o dia estava maravilhoso, queríamos descer naquele momento, mas o café só é servido às 7:30, caminhamos um pouco em volta da cratera, a grama estava toda congelada, fazia tempo que não víamos vestígios de frio... às 7hs voltamos para o hotel e arrumamos nossa bagagem, eu tomei um banhozinho quente e descemos para o café da manha, que para os cafés do Brasil estava bem fraquinho, mas foi o melhor que tomamos na nossa viagem... salada de frutas, aveia, suco, yogurt, pão, margarina, geléia, ovos mexidos J comemos bastante e seguimos para a descida da lagoa...
Saímos às 8:20, e já nos primeiros passos, paramos para tirar fotos daquela maravilha de lugar... havia uma placa dizendo que o caminho estava fechado para turistas até às 10:30, ignoramos e seguimos...





Ficamos encantados e a cada passo e a caminhada que era de 40 minutos tornou-se de uma hora e meia J, eu estava preocupada com o horário de ônibus de volta, que sairia às 12:30 e fiquei enchendo o saco do Ricardo para não demorar muito... 







voltamos mais cedo pensando que a caminhada de volta seria de 2 horas, já que todos que subiram disseram que era terrível a volta, mas foi tranquilo, fizemos em 1 hora e 10 minutos, parando para descanso e tirando fotos, de caminhada mesmo cronometramos 50 minutos...
Como chegamos com tempo no hotel, pegamos o violão e fomos tocar em um banquinho que fica em frente a cratera, até o Ricardo tocou... ficamos ali 1 hora e voltamos para tomar o ônibus.




Chegamos em Latacunga às 15hs, fui procurar algo para comer, mas Ricardo não queria comer... achei um yogurt e subimos no primeiro ônibus de volta à Quito... no caminho vimos o Vulcão cotopaxi tampado pelas nuvens...
Chegamos em Quito Às 16:40, como de costume e pela última vez, sai para ver hotel e deixei Ricardo com as malas, encontrei somente 3 hotéis, os preços estavam mais caros e o mais barato que encontrei, não tinha internet no quarto, nem TV e não tinha guarda equipagem... voltei e falei com ele, perguntei o que ele achava se deveríamos encarar o ônibus, ele fez uma careta e no final aceitou e saímos para encarar o ônibus mega lotado de Quito.

Decidimos ir para o mesmo bairro que hospedamos quando chegamos, próximo ao aeroporto antigo, porque é um bairro barato e tem a comodidade do Aero-serviços, que é uma companhia de ônibus de luxo que leva direto ao aeroporto por 8 dólares por pessoa.
Foram 1 hora e 30 minutos até a parada, tivemos que fazer baldeação e o último ônibus tivemos que gritar para sair, quase não conseguimos sair com nossas bagagens, foi o maior sufoco...

Escolhemos o hotel A Lua, bem em frente ao antigo aeroporto, bom preço e bom quarto, aqui vamos ficar essa última até o dia de tomar nosso vôo de volta ao Brasil J!!!

HARIBOL!!!

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